«Ocorre hoje o 105º aniversário do nascimento do maestro Herbert von Karajan, um dos mais notáveis chefes de orquestra do século XX. De ascendência greco-macedónica, nasceu Karajan em Salzburg, cidade do então Império Austro-Húngaro, tendo recebido o nome de Heribert, que mais tarde transformou para Herbert. Revelando-se um menino-prodígio ao piano, cedo enveredou pela direcção de orquestra, tendo dirigido, apenas com 21 anos a Salome, no Festspielhaus de Salzburg. Entre 1929 e 1934 foi Kappelmeister no Stadttheater de Ulm. Em 1934 dirigiu pela primeira vez a Orquestra Filarmónica de Viena e de 1934 a 1941 foi director musical do Teatro de Aachen, começando a ser convidado para a regência de orquestras no estrangeiro. Em 1937 dirigiu pela primeira vez a Filarmónica de Berlim e o Fidelio na Staatsoper de Berlim. Em 1938 assinou um contrato com a Deutsche Grammophon, empresa para a qual haveria de gravar dezenas de obras, num total estimado de mais de 200 milhões de discos. Membro do partido Nazi, Karajan manteve-se em Berlim durante a guerra, e ainda dirigiu um concerto em 18 de Fevereiro de 1945, após o que partiu para Milão, onde se instalou, com a protecção do celebérrimo maestro italiano Vittorio de Sabata. Em 18 de Março de 1946, a comissão para a desnazificação ilibou-o de qualquer culpa nos crimes do regime derrotado, reassumindo Karajan a sua carreira e dando, nesse ano, o seu primeiro concerto pós-guerra com a Filarmónica de Viena. Dirigiu igualmente no Scala de Milão, apoiou a formação da Philharmonia Orchestra de Londres e regeu no Festival de Bayreuth em 1951 e 1952. Em 1955 foi nomeado director vitalício da Orquestra Filarmónica de Berlim, sucedendo a Wilhelm Furtwängler. De 1957 a 1964 foi director artístico da Ópera de Viena. Ao longo da sua carreira, dirigiu óperas e concertos em quase todos os grandes teatros do mundo. Em 1968 regeu dois memoráveis concertos no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.»
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