Precisamente há oito dias, o "consenso" tomou conta do id do regime. Ontem, aliás, teve foros quase majestáticos. Todavia, e a avaliar pelo que anda por aí, saiu (o "consenso") tão depressa como entrou. Eanes é que tinha razão: «não se pode continuar a iludir o futuro com as frustrações do passado.»
Adenda: E ontem à noite, em Lagos, Ramalho Eanes foi bem claro: «Urge fazer grandes opções e fazê-las com urgência, determinação e acerto; urge encetá-las com competência e com participação mobilizada da sociedade civil. E assim importa sobretudo que os partidos políticos, indispensáveis à democracia, respondam ao divórcio que vem ocorrendo entre eleitores e eleitos. O sacrifício que o povo português tem até agora suportado com paciência impõe melhorar o nosso contrato social. (...) Se porventura um Governo promete tudo e depois não faz nada; se promete tudo e faz o contrário; se nas opções não é evidente, e devia ter sido", e se "não é transparente na execução", embora tenha legitimidade eleitoral, "perde a sua legitimidade política". E quando se perde a legitimidade política, perde-se a confiança.» Quem avisa...
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