A coisa começou menos mal, hoje, com a aquisição do livrinho da correspondência de Sena e Ramos Rosa, orientado pela incansável D. Mécia e coordenado pelo competente seniano Fazenda Lourenço. E por uma conversa, a café, com uma das mais pessoas de quem mais gosto no mundo. Logo na primeira carta, Jorge de Sena em parêntesis: «somos sempre tão híper-sensíveis todos, sobretudo quando sabemos que não temos inteira razão.» Até para se ser injusto é preciso talento, coisa que não faltava ao autor de Andanças do Demónio. Por falar em demónio, verifico que o país, segundo os telejornais da hora de almoço, está habitual e tranquilo. Só em bola, umas três ou quatro peças seguidas da implosão de um trambolho no Porto e de um "directo" de São Bento sobre o decurso do tempo. Brandos costumes, como Vasco Pulido Valente intitula a sua crónica do Público.
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