
Confesso que não assisti à entrevista do prof. Crato à RTP. A última que lhe surpreendi - com Ana Lourenço, na SICN, a quem, segundo julgo saber, praticamente a solicitou e não o habitual e contrário - não me deixou boas recordações sobretudo pelo "sentido de oportunidade" que revelou. O resto é, naturalmente, do foro caracterológico. Terá desta vez elaborado sobre as criancinhas e o ensino da matemática. Apesar de a figura me irritar, Santana Castilho talvez entenda mais destas coisas "educativas" (confesso-me reaccionário em matéria de escolas secundárias, desde a organização dos curricula até à disciplina) do que eu. Todavia, custa-me acreditar que um economista como o ministro da educação, prestigiado na doxa como matemático e gestor, tivesse afirmado, a propósito dos «nossos resultados em Matemática», que «estávamos a ser comparados com os medíocres e continuávamos abaixo da média». Ora Castilho, no Público, assevera que «fomos 15º em 50 países. Ficámos muito acima da média. Fomos o país do mundo que mais progrediu nos resultados em Matemática. Ultrapassámos a Alemanha, Irlanda, Áustria, Itália, Suécia, Noruega e Espanha, entre outros.» Em que é que ficamos?
1 comentário:
Alexandre Homem Cristo, n'O Insurgente, acrescenta uns dados ao assunto, mais um em que abundam as opiniões e escasseia o pensamento.
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