
De vez em quando, sobretudo quando lhe convém, esta vetusta "honra nacional" (Sampaio dixit) lembra-se de dizer umas coisas acertadas. Não quer dizer que amanhã não diga exactamente o contrário. Os seguidores, na adolescência, do "livro vermelho" possuem uma extraordinária flexibilidade táctica que os acompanha a vida inteira.
4 comentários:
A quarta roda suplente de Bruxelas faz-se à estrada para, qual filho pródigo, rumar oportunamente ao sal ao sol e ao sul, e garantir a salvação da periférica "saca de orelhas" (recorro à graça moura apurada de O'Neill, o socialista-presidencialista mais patriota que já conheci). Espera-se que os portugueses com memória, e o PSD com vergonha, não sigam o cherne e lhe retribuam a súbita generosidade com um generoso manguito. Ou seja, que atirem, em definitivo, a quarta roda suplente para o caixote de lixo da história - como se usava dizer no vívido dialecto marxista-leninista-maoísta dos idos de 70.
Nem mais. E que não se lembre de concorrer à Presidência quando correrem com ele de Bruxelas. Nós não esquecemos que ele abandonou o barco quando assim lhe conveio. Ficamos por aqui.
Será que não esquecemos?
Veja o caso de Cavaco, que mantendo-se igual ao que foi, honra lhe seja feita, foi levado em ombros para a Presidência, porque era economista e o caraças, para fazer o que se vê!
Eu não votei em Cavaco, posso garantir. Em boa verdade, não votei em nenhum. Votei em branco — coisa que me parece que infelizmente vou ter de continuar a fazer.
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