«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.»
Adélia Prado
13.4.13
Da contenção
Tal como o país é forçado a um enorme esforço de contenção, eu próprio procuro dar o meu modesto contributo contendo-me. Para além disso, há sol e vida.
10 comentários:
PSC
disse...
Dr. João Gonçakves. Muito meritório o seu esforço para se conter. MAS NÃO SE CONTENHA! Faz mal à saúde além de provocar insónias!LOL!
Ó caro "social-democrata", comenta lá, sff: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/paula-rego-obras-casa-das-historias-fundacao-tvi24/1439260-4071.html E eu até não sou dos maiores admiradores desta obra. No entanto, reconheço à autora fases muito entusiasmantes, outras nem tanto. Já agora, apesar de ninguém querer saber destas coisas para nada: valorizo-lhe o brutalismo dos primeiros anos, e o trabalho actual em torno da representação dos corpos. Mais do que os também actuais "onirismos". Mas comente, comente, se for capaz.
Compreendo-o. Coloca a amizade como um bem maior. Mas a verdade é que aquele a quem reserva esta atenção (eu sei que o senhor sabe do que estamos a falar) devia ter um bocadinho mais de tento na língua.
Caro amigo Carlos Vidal: Imagine que todos os autores de reconhecido mérito nacional e internacional, nos vários domínios da erudição e sapiência, principalmente os filhos nascidos da burguesia do Estoril e de Cascais, criavam uma fundação. Sabe do que está a falar, quando invoca o estatuto social de fundação? Por exemplo, a Fundação Oriente, de Carlos Monjardino, recebeu 1,5 milhões dos cofres públicos. Além disso, gozou de isenções patrimoniais de quase 17 milhões. Já a Fundação Minerva, dona da Universidade Lusíada, onde estudou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recebeu mais de 400 mil euros. Goza ainda de isenções de impostos no valor de 11 milhões. Também há quem ganhe nos dois campos. É o caso da Fundação Mário Soares, do antigo Presidente da República, que recebeu 1,33 milhões do Estado e ficou isenta do pagamento de 220 mil euros de impostos ao património. Na fundação que cita, também isenta, mas de uma gota de água no oceano, plataforma rotativa mais o que a imaginação culturo-economicista lho permitir, as obras da autora e principalmente as das fases electro-lumínicas mais entusiasmantes, estão avaliadas em quase 7 milhões, o que não significa, o vero real concreto. Lá irá pois então, com muita pena nossa, tudo de volta para a inefável City. E o que acontecerá à casota dos bicos zenitais, tão apelativa e original de Cascais?
Para a City ora bolas, ainda se fossem para Belmonte, para o novo templo do sr. Gehry!... Ora Jecta, ora bolas, tens cada uma. Eu vou é abrir um blogue, vamos lá, que ainda, por lugares estranhos, fazemos subir contagens...
também por decreto, e em breve,o pepino, o caro amigo e todos nós vamos ter que repôr, em espécie, a avaliação da tão internacional e qualificada Colecção Berardo, congelada na Fundação CCB. Como imagina, sou um admirador acérrimo da indústria da cultura e da do espectáculo,especialmente do global market, agora em high frequency.
Ó grande Jecta, como sabes a coltura não nos leva dinheiro de maior, são os Bancos de jardim que os fazem. E quem nos leva o dinheiro é este governo, já viste que até pagamos a seguridade dos nossos "ministros". Já não há raça de Buiças, caramba! Volta sempre, ó Jecta!
Caro amigo: Após inscrição e interpretação cristalizada numa vulgata, proponho: "Decorar este governo e esta política". Preparar para carbonizar o próximo, depois do fim do trabalho em direcção a uma humanidade supérflua, com o objectivo de acabar com a sociedade de trabalho. Aventurar-se pelas "commodity", transitar para a "sustainability"e cristalizar na "écriture de soi"em autoficção.
10 comentários:
Dr. João Gonçakves. Muito meritório o seu esforço para se conter. MAS NÃO SE CONTENHA! Faz mal à saúde além de provocar insónias!LOL!
Isso mesmo: Não se contenha.
Que diabo, por mui mal que isto ande, ainda não lhe entram em casa pela calada da noite, como era costume noutros tempos ....
Até porque isso envolve o pagamento de horas extraordinárias, e o Gaspar não deixa!
Ó caro "social-democrata", comenta lá, sff:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/paula-rego-obras-casa-das-historias-fundacao-tvi24/1439260-4071.html
E eu até não sou dos maiores admiradores desta obra. No entanto, reconheço à autora fases muito entusiasmantes, outras nem tanto. Já agora, apesar de ninguém querer saber destas coisas para nada: valorizo-lhe o brutalismo dos primeiros anos, e o trabalho actual em torno da representação dos corpos. Mais do que os também actuais "onirismos". Mas comente, comente, se for capaz.
Compreendo-o.
Coloca a amizade como um bem maior.
Mas a verdade é que aquele a quem reserva esta atenção (eu sei que o senhor sabe do que estamos a falar) devia ter um bocadinho mais de tento na língua.
Caro amigo Carlos Vidal:
Imagine que todos os autores de reconhecido mérito nacional e internacional, nos vários domínios da erudição e sapiência, principalmente os filhos nascidos da burguesia do Estoril e de Cascais, criavam uma fundação.
Sabe do que está a falar, quando invoca o estatuto social de fundação?
Por exemplo, a Fundação Oriente, de Carlos Monjardino, recebeu 1,5 milhões dos cofres públicos. Além disso, gozou de isenções patrimoniais de quase 17 milhões.
Já a Fundação Minerva, dona da Universidade Lusíada, onde estudou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recebeu mais de 400 mil euros. Goza ainda de isenções de impostos no valor de 11 milhões.
Também há quem ganhe nos dois campos. É o caso da Fundação Mário Soares, do antigo Presidente da República, que recebeu 1,33 milhões do Estado e ficou isenta do pagamento de 220 mil euros de impostos ao património.
Na fundação que cita, também isenta, mas de uma gota de água no oceano, plataforma rotativa mais o que a imaginação culturo-economicista lho permitir, as obras da autora e principalmente as das fases electro-lumínicas mais entusiasmantes, estão avaliadas em quase 7 milhões, o que não significa, o vero real concreto.
Lá irá pois então, com muita pena nossa, tudo de volta para a inefável City.
E o que acontecerá à casota dos bicos zenitais, tão apelativa e original de Cascais?
Para a City ora bolas, ainda se fossem para Belmonte, para o novo templo do sr. Gehry!... Ora Jecta, ora bolas, tens cada uma. Eu vou é abrir um blogue, vamos lá, que ainda, por lugares estranhos, fazemos subir contagens...
também por decreto, e em breve,o pepino, o caro amigo e todos nós vamos ter que repôr, em espécie, a avaliação da tão internacional e qualificada Colecção Berardo, congelada na Fundação CCB.
Como imagina, sou um admirador acérrimo da indústria da cultura e da do espectáculo,especialmente do global market, agora em high frequency.
Ó grande Jecta, como sabes a coltura não nos leva dinheiro de maior, são os Bancos de jardim que os fazem. E quem nos leva o dinheiro é este governo, já viste que até pagamos a seguridade dos nossos "ministros". Já não há raça de Buiças, caramba! Volta sempre, ó Jecta!
Caro amigo:
Após inscrição e interpretação cristalizada numa vulgata, proponho:
"Decorar este governo e esta política".
Preparar para carbonizar o próximo, depois do fim do trabalho em direcção a uma humanidade supérflua, com o objectivo de acabar com a sociedade de trabalho.
Aventurar-se pelas "commodity", transitar para a "sustainability"e cristalizar na "écriture de soi"em autoficção.
Bom, degolar este governo e esta política. É o que dá gostar da witch britânica: depois queixam-se que a Europa se desindustrializou, ora, ora.
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