
Finalmente alguém, na circunstância Henrique Monteiro, diz o que deve ser dito sobre Joana Vasconcelos, a mais recente ex libris da "cultura" portuguesa. «Depois de muito pensar — de estar em silêncio o que é para mim uma impossibilidade de sete dias, qual anacoreta, eremitão ou estilita — decidi dizer a seguinte barbaridade: sou só eu, ou vocês também acham a arte de Joana Vasconcelos uma grande piroseira? Atenção, que a Joana em si é-me muito simpática, tal como o seu pai, o grande repórter fotográfico Luís Vasconcelos; eu refiro-me mesmo àquela pirosada toda.» E mais. «A coisa desenvolve-se assim: nem tudo o que é piroso é descartável como arte. Posso dar como exemplo certas canções de Júlio Iglésias e Roberto Carlos ou as couves cerâmicas do Rafael. A árvore de Natal feita de garrafas, concebida pela própria Joana Vasconcelos, que está na entrada do Museu Berardo no CCB, também me parece uma piroseira de bom gosto.» Prontos.
21 comentários:
Por acaso até nem gosto da Joana Vasconcelos!É mesmo piroseira!
Nem mais!
Normalizemos, pois, nós pessoas de bom gosto e normalizadas, o que é Boa-Arte e de Elevado gosto.
Isto de termos pessoas que nos põem a pensar, e a questionar o uso que damos aos objectos, cansa mui a cabecinha ...
Terá sido o primeiro nos jornais lusos. Que já há um mês atrás, num mídia do Brasil (São Paulo), Jorge Mateus Perestrelo disse, entre outras coisas, isto da Vasconcelos premiada: "O que Duchamp fazia com ferino humor, JV faz com uma espécie de kitch de Estado: uma "arte" que, como no conto da fábula, vai mais que nua. Só no momento presente, em que o descaramento inculto assumiu foros de privilégio festejado pelos mandantes e seus lacaios estipendiados ou não, é que os habituais parolos alfacinhistas e de arredores podem endeusar uma perfeita medíocre quando vista pelos olhos mais exigentes de seres humanos minimamente sagazes e cultivados. Uma pepineira ? Nem isso. Um truque, apenas, que explica na perfeição o pobre e pindérico Portugal de aqui e agora". E duques...
Eu gostava de perceber porque Duchamp é bom e JV é medíocre. Se vê humor o gozar com a perplexidade de vermos um urinol numa sala de exposições eu vejo o mesmo humor num lustre brilhante de tampões ou sapatos de Marilyn com tachos. Parece-me o mesmo tipo de humor. Se é arte ou não, não sei.
Arte foi o que a senhora de limpeza de um museu fez quando deitou no lixo uma série de cacos que eram uma suposta obra de arte. Aí, sim. Fartei-me de rir.
Pois eu gosto muito das obras de JV e concordo totalmente com o Xico e, nesse ponto, não há maior piroseira e pepineira que sacralizar obras da cultura pop só porque são de meios verdadeiramente cosmopolitas e desancar nas internas só porque ainda vivemos numa real pepineira- agora que os opinion leaders decidiram achar aquilo tudo uma piroseira tal fará moda e os discípulos do "magíster dixit discipuli tacent" já poderão todos expressar no Facebook em uni-som que, afinal, tb sempre acharam que tudo aquilo era uma "piroseira da piolheira"! Olhe, a meu ver, a maior obra da cultura pop interna à qual se adequa o termo kitsch, para além da "Branca de Neve" do JCM (subsidiada pelo Estado Português...), embora tão sistémico que nunca colocará o status quo estrutural em questão, é o Dr. Mário Soares, a par do ingenheiro que, de fatos de serapilheira (figura de estilo...:), passou a uns a cerca de 30.000 € cada num estilista iraniano nova-iorquino (já Lá...:), segundo fonte segura! E mais, persona que nunca foi gozada como Passos Coelho por viver em Massamá e ser casado com Uma Senhora negra!!! Pois- JS antes vivia na província, depois, passou para a R. Castilho e a ser um cosmopolita :))))! Isso sim, isso é que é uma pepineira de um país com uma mentalidade queirosiana, misturada com a do hiperconsumo (um cocktail molotov!) do pior! Apre, gugghenheimizem-se! E mais: ao menos a obra de JV, a par de outros talentos noutras áreas, promove, por via subliminar, em regime de storytelling (o mesmo usado por JS e as suas "narrativas"...:), Portugal no estrangeiro- o mesmo não se pode dizer de tanta gente que sempre viveu da e para a mediocridade do juízo de gosto e não crítico, da sacralização das extensões do seu ego, dando como génios autênticos medíocres!
Ao Xico (que com o devido respeito não será esperto...): em Duchamp houve uma intenção transfiguradora, dando foros de dignidade ao "detrito", sui-generis e subversiva; algo que pela magia da sua críptica e crítica "maldade" destapa a careca dos patos-bravos do bom-gosto - além de que esse específico objecto, virado ao contrário, possuía/possui de facto uma qualidade estética que com aquele volteio se revelou ter. Enquanto que JVasconcelos faz aquilo a sério (sem ponta de "real humour") colocando o "it in artis originalis" no facto de ser um meio pouco usual, mas que enobreceu porque a autora é uma "senhora autora galardoada"(ai!). Ou seja, uma espertalhice de "artista conceituada" que até se serve de meios pouco usuais (?) que depois cobram foro de "obra digna", de estatuto estatal (veja-se como tem sido celebrada como amada da pátria...do Poder que por cá arruma as estantes para-geniais...o que diz tudo). Creio que me fiz entender, mas se acaso mesmo assim não tiver percebido, o que se diz percebido, sugiro-lhe leia o tomo, que em qualquer boa biblioteca estará presente, "O conceito de Arte no Ocidente" de Hans Sedlmayer. Ou, de Eric de Monferrand, "Fougerons de la beauté en miettes" Passará um par de horas de encantamento - e, suspeito, alguma angústia, a atender ao seu incerto, mas ainda assim amorável, escrito. Mas concordo com o Xico quando ele diz que foi um acto de profunda sensatez a funcionária ter atirado para o lixo aqueles cacos. E ficaria ainda melhor se, num arroubo de crítica inteligente, tivesse com eles pespegado também com o autor no caixote. Ou ainda melhor: numa suja latrina...
Apoiado! Na "mouche"!
Não aprecio muito o trabalho de JV, interessa-me pouco este tipo de intervenção artística, mas suponho que Henrique Monteiro faria muito melhor em falar sobre algo de que perceba um pouco. Também não é de política...
Mas o que Isabel Metello diz, aliás bem, vai direitinho espingardear a suave Joana! O pretensiosismo a que alude, e os detalhes que refere, são certeiros - mas crivam precisamente a Artista de flechas conceptuais (risos). Se reparar bem verificará que o seu diagnóstico, a sua radiografia tão exacta - é a maior sova que se poderia aplicar a JV, que é não mais que uma sequencial imitadora por meios falsamente originais (o que ela faz já foi feito por muitos outros, de Yves Klein a Norbert Wendt, passando por Millares, Pedro Nieto ou, mais longe, por Wolf Tomlinson ou Kippenberger.
Com o que, fica na verdade ao cimo da água a sua (de Isabel Metello) vontade de defender (justificar?) JV, que enquanto artista é uma herdeira, quando muito, do que os outros fizeram como INTENÇÃO, como proposta conceptual e plástica. Um sucedâneo enquanto artista pseudo-inovador, com o natural respeito por alguém que, afinal, se deseja ver como AURA e ARTISTA DE ESTADO. E o resto é conversa.
Os meus cumprimentos respeitosos.
Muito obrigado Emílio. Vê-se bem que que o seu tutor fez um excelente trabalho. O seu saber enciclopédico é esmagador, mas há um pequeno pormenor, coisa sem importância, não se rale. No estrangeiro, veja bem o desplante, em Paris e New York adoram o trabalho de JV: saloios...
Tenho lá uns amigos e vou-lhes enviar a lista dos livros que me recomendou. Talvez lhes esteja a fazer falta.
Um excelente fim de semana, e cumprimentos à dona Sofia.
P.S. A propósito de Duchamp, quero ver a cara de surpresa da minha Maria quando lhe disser que é um "acto sui-generis e subversivo" da próxima vez que me gritar por deixar a tampa da sanita levantada. Já sei que depois fico a pão e água, if you know what I mean!!!
Isabel,
a senhora anda a ler os livros errados!
Mas tem inteira razão.
Eu não sei se JV é boa arte, má arte ou arte nenhuma. Mas sei que é tão bom ou tão mau como o que vinos Guggenheims e Pompidous desta Europa, e pelos cais de Veneza.
Agora considerá-la má porque o povo acorre, ou porque é bem vista em Massamá... o povo adorava Mozart!
Tenho uma caixinha minúscula de madeira feita por um artesão africano. A sua forma fascina-me e faz-me pensar que estou perante uma obra prima. Nunca consegui racionalizar porquê. E julgo que para o artesão será sempre uma pequena caixinha de madeira. Vou ter de ler uns livros para perceber. Depois conto.
Caro Xico : não quero ser excessivo repletor , mas tenho que lhe dizer uma coisa para o esclarecer totalmente: o seu argumento de autoridade (gostarem muito da doce Joana lá na estranja) não colhe. O argumento de autoridade era o que os fascistas vermelhos, vulgo marxianos ou coisa, usavam para o povinho ter de gostar dum Cholokov ou dum Ming Tao (o artista preferido dum benemérito chamado Maozedong ou por aí...(risos). Ou, na herdade do Adolfo do bigodinho à Charlot , ter de se gostar de Arno Breker , o escultor dos heróis das SS...(mais risos). E, já que estamos em matéria de risos, o seu humor não é um verdadeiro humor - serve sim para camuflar a sua falta de argumentos (ou deveria dizer ausência de pensamento autónomo?). E, já agora, deixe-me dizer mais esta: quando eu fiz a tropa, um dos insultos mais recorrentes dos majores, para os pobres alferes como eu, era: Tás-te a armar em intelectual, pá?". O que era um paralelo com essa de me tentar xingar com a boutade do meu saber enciclopédico, que me tenta colar aos fundilhos. É que há duas espécies de saberes, hábil Xico : aquele que vira um urinol ao contrário (tornando-o objecto de artística ironia e o que usa o urinol como Você alude...Não quero ser indelicado, apenas cordialmente directo - e por isso digo-lhe, sem desdouro, que Você afinal anda a mijar mal, pois não percebe que um urinol virado ao contrário não serve para realmente mijar . E talvez que a sua cara-metade faça bem em se zangar consigo...Pois, a entendê-lo à letra, quem mija melhor são os de Nova Yorque (risos). Desejo-lhe boas urinadelas ...mas no sítio certo, nosso Xico ! (E quem será a dona Sofia a que alude? Eu só conheço uma Sofia, que é a namorada do Know How?...).
"Mas sei que é tão bom ou tão mau como o que vi nos Guggenheims e Pompidous desta Europa, e pelos cais de Veneza." Citei. E é absolutamente verdade, e afinal a melhor condenação dos joanos vasconcelos que nesses lugares o Poder instala para seu gáudio e hipnotismo das massas que manipula. Este comentador, sem se calhar ter disso consciência, dá uma ripada mortal na Arte Burguesa, sela ela liberalista ou marxista, que nos enche o planeta de caca falsamente artística. É da boca das crianças, e dos cândidos de espírito como este mangas, que sai a verdadinha.
Caro Emílio,
Longe de mim querer vê-lo zangado comigo. Desde já agradeço a sua cordialidade na resposta e peço-lhe desculpa por me ter parecido com um dos seus majores. Foi sem intenção. Nunca passei de aspirante!
Não escondo a minha ignorância para sustentar argumentos nesta matéria (e noutras), e jamais me atreveria a terçar armas consigo, pelo que tombo desde já o meu rei. Concordo consigo que a autoridade da estranja não é argumento nem o usei nesse sentido. Mas é muito recorrente neste país falar mal só porque não frequentam a mesma "capela" que a nossa. Afinal, também não gosto assim tanto de JV e muito menos de Duchamp. Prefiro Valadares.
Agora vou ali dar uma mija enquanto espero pela ocasião de o fazer em NY (ver se não me esqueço de baixar a tampa).
Quanto à dona Sofia, decerto descobrirá por si. Foi uma piada sem graça...
Um feliz dia do beijo (que não seja de judas...)
Plenamente de acordo. Mas saiba que na banha de cobra há mão daqueles cujo nome não pode ser dito.
Como diz o provérbio, "tudo está bem quando acaba bem". Neste caso, com o colega Xico . Eu ficara confesso um pouquinho enxofrado com ele - e afinal verifico que é um homem civilizado, que se assume quando erra um pouco (a meu ver). Isto revela caracter. E digo-o com tanto maior gosto quanto me prezo de não ter inimigos. (Bom...é uma força de expressão...inimigos tenho alguns mas não valem a ponto de um...adiante: e quanto aos meus ódios de estimação (o Pinóquio, o cardeal Bochechas, o Barbas de Bode que safou o Pinóquio, o Loureirão dos golpes baixos...mas adiante!, digamos que antes fazem parte do meu território do desprezo visceral). E, a finalizar, caro Xico , só não digo como no final célebre do "Casablanca" ("Isto, Rick , é capaz de ser o início...e tal e tal") porque às tantas estaríamos todos a chorar de emoção angélica. E, ademais, é bom que as pessoas se contestem, mesmo vivamente, se o entenderem. Mas sem velhacarias, claro, como é apanágio dos lellas , dos malhadores...e de outros estarolas. Isso é que é realmente mau e tem levado esta res publica para o lindo estado em que está. Daqui de França (mas não estou a estudar filosofia, raios, sou do ramo da marinhagem) envio a todos e neste caso ao Xico, a minha cordialidade.
Muito obrigado pelo epíteto de cândido. Agora tenho de ir cuidar do jardim. Há que aproveitar o Sol que o Criador tão generosamente nos proporciona no melhor dos mundos.
Fiquei que nem a Madalena. Eu, que nunca estive em Casablanca. Um abraço.
Buy old masters. They fetch a better price than old mistresses.
Lord Beaverbrook
JV tem uma qualidade, consegue ganhar dinheiro a fazer aquilo que outro julgam que podiam também fazer mas não fazem.
E ainda por cima dá dinheiro a ganhar aqueles que a ajudam a fazer as peças.
Gostava de ter uma obra dela em minha casa, era sinal que tinha um belo casarão.
Irei ver a exposição e portanto lá irão mais 10 euros não sei para quem mas a bem da economia lusitana.
Aguardo com muita expectativa a saída do cacilheiro para Veneza onde tenho a certeza será um um dos pontos altos do festival, bienal ou lá o que aquilo é.
Henrique Monteiro, que é um «aventaleiro» (mais ou menos) assumido e um defensor empedernido do «aborto pornortográfico», não será a pessoa com mais autoridade para classificar outra como «pirosa».
Caros amigos, perdoem-me não ter respondido logo, mas andei à procura dos nomes que o Emílio Barbas citou, que não conheço, nem aparecem no livro que aqui tenho sobre a Pop Art - só consegui visionar, pelo Google, algumas obras do 1º e do que vi não reconheci alguma semelhança na sua obra com a de JV...Ora, mas na mesma obra, revi o "The Last of the Idols" (1963) de Eduardo Paolozzi (Museu Ludwig, Colónia); o "Repository" (1961) de George Brecht (The Museum of Modern Art (MOMA), NY); Five Feet of Colourful Tools (1962) de Jim Dine; o "Five Feet of Colourful Tools" (1962) de Jim Dine (The Museum of Modern Art (MOMA), NY); a Pastry Case I (1961-1962) de Claes Oldenburg (The Museum of Modern Art (MOMA), NY); A "La Visita" de Marisol (1964) Museu Ludwig, Colónia; o "The Wait" (1964-1965) de Edward Kienholz (NY, Collection of Whitney Museum of American Art); o "The Picasso´s Chair" (1973) (NY, Solomon R. Guggenheim Museum); o "Wrapped Adding Machine" (1963) de Christo (Aquisgrano, Neue Galerie - Sammlung Ludwig) ; o "Accumulation de brocs" (1961) de Arman (Museu Ludwig, Colónia); o de George Segal, "The Butcher Shop" (1965) (na Art Gallery de Ontario, Toronto); o "The Stove with the Meats" (1962), de Claus Oldenburg (em Aquisgrano, gentilmente (esperemos :) cedido pela Neue Galerie- Sammlung Ldudwig)- este tb tem um telefone, uma retrete, beatas (de cigarro) e uma máquina de escrever insufláveis - "Soft Pay-Telephone" (1963), "Soft Toilet" (1966), "Giant Fagends" (1967) e "Soft Typewriter - "Ghost-Version", 1963.´Aliás, tb tem outra "Toilet" de 1966, só que, desta feita elaborada com laca e feltro aplicada sobre cartão e madeira. O telefone está no Solomon R. Guggenheim Museum, uma das retretes está exposta no Collection of Whitney Museum of American Art, onde estão as beatas, outra no Francoforte do Meno, Museum fur (não sei aqui pôr o trema) Modern Kunst, onde tb se encontra a máquina de escrever...E, depois, saindo das instalações (à primeira que fiz e expus um ex-Amigo meu denominava esfregona- eu denominei-a como Vénus Objectivada :)))). Mas mudando para a pintura, adoro Roy Lichtenstein (1962)- olhem só para este: http://yourartshop-noldenh.com/roy-lichtenstein-pow-sweet-dreams-baby/image15-30/. E, agora?! Qual a diferença entre as obras de JV e estas em termos de valor estético?! Como sacralizar Duchamps e arrasar com Joana de Vasconcelos?! Se a art pop é toda uma ironia, como não a detectar na obra da artista cuja exposição bateu records em Versailles?! OK, quantidade não é qualidade e as massas gostam mesmo é do mesmo carreiro liderado por opinion leaders e makers em todos os sectores- mas no que é que isso se distingue daquilo que se passa noutras áreas aqui au Portugal, onde rebanhos de pensamento são mato e ai de alguém que não pertença nem queira pertencer a algum que seja, qual pária das tribos urbanas?!
Ah, e mais: não vos esqueceis que Dalí, já na corrente surrealista dizia: "The surrealista object is impractical; it serves for nothing but to make men move, to exhaust them, to cretinize them. The surrealista object is made uniquely for the honour of the thought"; "What is importante is to spread confusion, not to eliminate it" (o caos na arte é fundamental...); enquanto tb afirmava: "I do not believe that reality can be everywhere at the same time whereas God can be"; "Life is aspiration, respiration and expiration" (citei-o de uma obra em Inglês que adquiri quando assisti a uma exposição de obras suas (originais (o Sofá de Mae West, a Mesa Pássaro, as peças de toucador que elaborou para Gala, etc e réplicas) em Londres, logo, é só transpô-lo para o castelhano). Mas quanto ao intertexto na arte, Dalí tb dizia: "The first man to compare the cheeks of a young woman to a rose was obviously a poet; the first to repeat it was possibly na idiot". Claro que intertexto se distingue, claramente de plágio!
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