27.6.14

As escadas de Costa


 


Não entendo por que é que António José Seguro insiste em trazer António Costa a debates. Não porque a coisa, os debates, não fossem eventualmente mais interessantes que uns empurrões, uns mails ou o fatal César. Não. Costa recusa-se a debates uma vez que o seu lance napoleónico-cartesiano assenta precisamente numa espécie de "tomada de assalto", sem direito a contraditório, com base no primado da primeira pessoa. Apesar de encher a boca de "ética republicana", Costa não passa prudentemente daí, de encher a boca. Por outro lado, com os media generalistas e não generalistas e os comentadores por natureza generalistas ao seu serviço, ao edil lisboeta basta-lhe aparecer no seu "espaço" de comentário televisivo semanal. E, mesmo aí, pode estar calado porque os outros dois debitam por ele. Se levasse a "ética republicana" a sério, Costa aceitava os debates e suspendia a sua participação na sicn. Mas, como dizia a outra, quem tem ética passa fome. Pelos vistos as escadas, para Costa, não têm degraus.

1 comentário:

Nuno Ivo Cruz disse...

Mas desde quando é que Seguro passou a ser para levar a sério? Só posso perceber que os psds o queiram agora valorizar, estratégia básica e difícil de sustentar. Que acontece ao PS se Costa se fartar e mandar Seguro dar uma volta, será preciso chegar aí? Não há orgulho como o dos homens modestos. Mas em última análise, o que tem de ser tem mais força do que qualquer coelho que Portas ou Passos ainda possam conjurar na sua estafada cartola.