13.6.14

Quantos Alquevas?

O Alqueva - e todos os jogos florais que nos derradeiros anos o têm animado - está sempre de serviço para uma boa frioleira política. Aparentemente hoje houve mais uma conforme informou um leitor. «Não se pode ver apenas as coisas más, e hoje, dia de Santo António, devemos elevar o espírito e olhar o que de bom este (ok, o "nosso") Governo tem feito: ainda há momentos vi na SICN dois jovens ministros muito contentes a inaugurarem uma grande e importante obra no Alentejo. Pareceu-me que diziam chamar-se Alqueva ou algo parecido. Estão os dois de parabéns.»

3 comentários:

fado alexandriuno disse...

É típico dos português, a maledicência.
Os ministros não foram inaugurar Alqueva nenhum, nem isso nunca foi dito.
Foram anunciar que tinham os fundos para terminar o plano de rega do Alqueva (para quem não saiba a barragem já foi inaugurada em 2002) e limitaram-se a anunciar qual a futura área de regadio.
Uma notícia que aliás interessa pevide aos lisboetas mais interessados em comer aquilo que o Alqueva produzirá e que eles nem sequer sabem de onde vem.
Melhores cumprimentos.

Pedro disse...

Oh Fado, com os meus cumprimentos aqui vai uma oferta para a sua colecção (de cromos, digo eu...):

fado alexandriuno disse...

Muito obrigado.
Por norma só abuso uma vez da paciência do dono do blog, por isso só farei este comentário.
Não vi cromo nenhum nem sei o que isso é.
Vi dois governantes eleitos democraticamente a anunciarem importantíssimas obras no Alqueva que nos deviam orgulhar.
Visitei há tempos o Alqueva numa excursão de reformados.
Fiquei impressionado com a pujança das novas plantações especialmente de olival por hectares e hectares a perder de vista.
Por todo o lado se respirava progresso e entusiasmo.
Coitados dos alentejanos não leem os jornais portugueses (por falta de tempo) nem frequentam o Bairro Alto (por ser longe) para saberem que estamos todos em desespero e que completar-se uma das maiores obras da Europa é classificado em termos de chacota.
Melhores cumprimentos.