
«António Costa toma invariavelmente o tom de oráculo ou de catedrático, no acto caridoso de ilustrar a ignorância ou de esclarecer a confusão. Claro que uma análise cursiva ao que ele realmente nos serve basta para constatar a inutilidade daquela conversa. Costa pega nas grandes panaceias da esquerda (negociar com a “Europa”, como se a “Europa” admitisse negociar connosco; e promover o “crescimento”, como se o “crescimento” não precisasse mais do que um governo dele) e transforma este pacote de vulgaridades numa mensagem infalível e salvífica. O que não incomodaria os portugueses, se não fosse a total incapacidade de Seguro para lhe responder com uma oratória do género. Assim o que a guerra do PS mostra é um vácuo geral.»
Vasco Pulido Valente, Público
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