
Não se percebeu - pelo menos decerto o país não percebeu nem tão pouco lhe prestou a menor atenção - o estranho evento promovido ontem pela Comissão Europeia na Gulbenkian. Verdadeiramente tratou-se de uma espécie de missa política de acção de graças pelo dr. Durão Barroso que teve por acólitos o Presidente da República e o governo. Só o carácter evangélico do exercício permite explicar o súbito interesse do dr. Passos Coelho pelas "pessoas", na respectiva homilia, ou as lambuzadelas trocadas entre os oficiantes com o mesmo edificante propósito de colocar Barroso como putativo salvador da pátria à distância. Seria interessante, por exemplo, o Doutor Cavaco partilhar connosco esse seu comovente "testemunho" da "atenção" que o dr. Barroso deu ao país nos irrelevantes anos de presidência da Comissão. Ou o dr. Barroso explicar os encómios que dirigiu ao dr. Passos como se estivesse a louvar publicamente um zeloso director-geral de Bruxelas. Ou, ainda, o dr. Passos enunciar, ponto por ponto, os "alívios" conseguidos através dos bons ofícios do dr. Barroso e que permitem à generalidade dos portugueses viver hoje "abaixo" das suas exageradas "possiblidades". Ámen.
1 comentário:
Esta "confraria" não dá ponto sem nó. Mistifica, mente, disfarça e iremos ver muita boa gente nas urnas apoiando estes "salvadores da Pátria" merecedores apenas de um pontapé nos fundilhos. Estou com o VPV - Valha-nos Deus.
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