Depois do relatório do FMI, chegou o da Comissão Europeia. Ambos prometem-nos, tanto quanto nos exigem, mais austeridade (substantiva e de calendário) pese a debilidade político-comunicativa do ministro da presidência. Mas essa debilidade não decorre de uma fraqueza particular do dr. Marques Guedes, o único porta-voz consentido pelo senhor vice PM porque dá plenas "garantias" que não "voa". Decorre, antes, de uma debilidade que percorre todo o governo que, à força de tanto se "concentrar" no "ajustamento", parece, a cada dia que passa, ignorar o que fazer politicamente a seguir ao final formal do dito programa. E com a certeza de que ninguém, por lá, leu com a devida atenção a carta de demissão do dr. Gaspar que também "falava" do futuro. É, pois, natural que o país comece a perguntar o que é que há-de fazer ao governo, e com o governo, a partir do mês que vem.
2 comentários:
Muito bom.
Acho que basta substituir irrevogável por inadiável, mas desta vez em modo sério.
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