
Segundo o Expresso, o senhor vice PM gostaria de abandonar o barco antes das legislativas de 2015 para se "acomodar", talvez, em Bruxelas. A "notícia" é um amuse-bouche para o Doutor Cavaco e o dr. Passos que dificilmente consentirão em mais uma debandada patriótica, desta vez de tão dissimulada eminência. Mas não deixa de ser reveladora. O serviço público, no sentido "republicano" do termo, que devia ser um motivo de orgulho para quem o pode exercer, tem vindo a ceder perante a vulgaridade e os "apetites" por outras coisas: "postos", conselhos de administração ou fiscais, bancos, negócios, tráfico de influências. A política, sob a forma de partidos, governos ou parlamentos, é apenas o trampolim para essas outras coisas onde o que releva é o primado da primeira pessoa (os seus interesses privados, corporativos ou a representação deles) e não o país que juraram por sua honra servir. Deviam, por consequência, lavar a boca cada vez que a enchem de empáfia "patrioteira" diante de uma nação apoucada que, ao contrário deles, não pode "fugir" para lado algum.
3 comentários:
E não é o que todos os políticos da 3ª Republica procuram ?
Ainda está para aparecer alguém que vá trabalhar na Res Pública, por amor à camisola.
Infelizmente.
O Paulinho (das feiras, dos idosos, do "nunca na vida vou ser político") agora que já tem a caderneta de cromos "Países do Mundo" quase preenchida está louca para se mandar para uma capital como deve ser onde saibam apreciar as suas boas maneiras, os seus fatos, camisas cor-de-rosa, gravatas de seda e lencinho a condizer, onde valorizem a sua "poliglotice" e os esmerados sotaques. Que seja por muitos e bons anos, é o que eu desejo... e à Assunção Cristas desejo o mesmo que à outra - o inconseguimento eterno.
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