A "facção" CDS do executivo prepara-se já para o "pós-troika" e, sempre que pode, dá um ar da sua graça à "comunicação" e à coordenação" do segundo governo do dr. Passos. No auge do debate sobre as pensões e das infelicidades que as esperam, Mota Soares só aparece, ou faz prova de vida indirecta, para espremer o mais que pode as décimas do emprego (do aumento do desemprego jovem ou da chaga do desemprego de longa duração não fala, não manda falar ou enfiar setinhas para cima nos jornais). A dra. Cristas, depois da chegada do eng. Moreira da Silva ao ambiente, emerge por vezes a apanhar coisas ou a remover dois ou três arbustos simbólicos numa qualquer obscura floresta. Finalmente a mais celebrada aquisição de Julho último, o dr. Lima, apesar das babugens diárias do jornalismo "amigo", acabou "entalado" entre um secretário de Estado (que sabe mais a dormir do que ele acordado) e o seu "general" Portas que acumula a economia com os negócios estrangeiros propriamente ditos e que "reside" fundamentalmente lá fora. Para fazer prova de vida política na linha do referido "pós-troika", este egrégio "soldado disciplinado" fez saber que há mais "especuladores" no governo para além do indicado pelo próprio 1º ministro, o dr. Leite Martins. Por causa de uma taxa para controlar os nossos vis apetites terrenos, sugerida pela dra. L. Albuquerque, por razões contabilísticas, e decerto estudada e preparada pelo "integralista" Leal da Costa, da Saúde, o dr. Lima veio a terreiro especular sobre a "especulação". O senhor vice entretanto manifestou "apoquentações", por escrito, em relação ao IRS. E assim sucessivamente. Suspeito que o CDS gostaria de "comemorar" da melhor maneira um ano da figura que fez perante o governo e o país no Verão passado. É só esperar pelo fecho do relógio do Caldas e pelas eleições europeias.
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