Não a renegociem, não
«Portugal conseguiu um registo orçamental notável desde que a troika chegou a Portugal: a soma dos défices primários (isto é excluindo juros) entre 2010 e 2011 foi de 3,1 pontos percentuais de PIB. No entanto, no mesmo período, a dívida cresceu mais de dez vezes esse valor: 35 pontos, de 94% do PIB para 129% do PIB (...). A taxa juro implícita na dívida publica portuguesa foi muito superior ao crescimento da economia. Ora essa dinâmica gera automaticamente um aumento do peso da dívida no PIB. Segundo o Conseho de Finanças Públicas, entre 2010 e 2013 esta diferença entre taxa de juro e taxa de crescimento justificou 17,1 pontos da subida de 35 pontos, calcula o organismo numa análise ao Orçamento de 2013, publicada esta terça-feira, 22 de Abril. Este efeito evidencia a importância da evolução das taxas de juro e do PIB nas avaliações da sustentabilidade da dívida. Se os juros forem baixos, mas a economia estiver a crescer pouco, um País terá sempre muitas dificuldades em travar o aumento do endividamento. E quanto maior esta diferença, maior a necessidade de gerar excedentes orçamentais primários para tentar compensar – o que por sua vez pode travar o crescimento.»
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