12.4.14

O "barrosismo" de excelência


 


«No Portugal não democrático, no Portugal pré-União Europeia e pré-Comunidade Europeia havia ensino de excelência apesar do regime político em que se vivia e isso era possível porque numa escola era desejável reforçar a própria cultura de excelência da escola. Não estou seguro que aconteça hoje o mesmo em muitas escolas portuguesas e europeias», afirmou Durão Barroso na cerimónia de entrega do donativo do prémio europeu Carlos V à CAIS e à Escola Secundária de Camões, em Lisboa.» Deve ser por isso que, na sua adolescência universitária, Barroso, já em pleno "Portugal pré-União Europeia", era contra os exames. Na faculdade de direito de Lisboa, "controlada" pelo MRPP, decorriam com quatro ou cinco alunos sentados num sofá simultaneamente a responder a perguntas aleatórias. E a "excelência" propriamente dita tinha sido saneada pelo promissor Barroso e pelos seus. Crato, ao pé deste, ainda não passou de um "liberal" aprendiz de maoísta.

5 comentários:

Inexequível dos Campos disse...

Confirmo. 
Foi assim, e pior, muito pior, mais violento e caricato. Uma farsa. 
O que deste cavalheiro se poderia contar faria chorar as pedras da calçada. É grotesco que este tipo fale da excelência do ensino depois de ter destroçado o corpo docente da Faculdade de Direito de Lisboa onde, ao lado de repugnantes figuras, havia docentes como Freitas do Amaral, Castro Mendes, Magalhães Colaço, Pessoa Jorge, Miguel Galvão Teles, Paulo Pitta e Cunha ou Sousa Franco, para recordar muito poucos de muito bons.

Severo disse...

Não era necessário Barroso fazer essa afirmação, já que eu próprio com 70 anos, cheguei há muito tempo a essa conclusão.
O ensino actual, assim como nos anos que se seguiram à revolução abrilina, jamais  teve preponderância nas mentes dos ilustres inventores de métodos, tornando as escolas tão fastidiosas que os alunos nem conseguem tolerar os professores, já que disciplina é coisa muito longinqua.
Creio que Barroso nunca foi tão assertivo como desta vez, pese embora o seu triste trajecto político.

Bastos disse...

"Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita" diz a sabedoria do povo. Após 70 anos de vida, aprendi que é verdade mas que o disfarce, a falta de vergonha e pudor e o círculo mafioso, são capazes de mascarar a realidade e induzir os desatentos a esquecer a "lei natural". Este Barroso, quando jovem, foi execrável na escola e na rua. A ele e outros que tais se deve não termos tido capcidade para negociar a transição da soberania nas ex-colónias com a destruidora "doutrina" de "Nem mais um soldado para as colónias". Que esta criatura tenha alcançado o poleiro na nossa terra mostra quão pouco exigentes passamos a ser. Mas que este tipo esteja no pico da Europa política deixa-me sem fala.
Estou com o VPV: Valha-nos Deus
P.S. No autor do blog saliento a vigilãncia, a pertinácia e a frontalidade, qualidades que rareiam neste deserto de "inconseguidos",  "inconseguimentos" e parolos(as)

Anónimo disse...

Creio que os media e o comentário politico desta vez passaram ao lado do acto de Durão Barroso. Porque razão ele resolveu oferecer metade do prémio à escola secundária de Camões. Foi lá que ele fez o secundário, num tempo em que alguns dos melhores professores e alguns dos mais importantes escritores e intelectuais ali leccionavam. Mas não foi esse o motivo. É que, inexplicavelmente, este antigo Liceu, ficou excluído do programa de modernização do parque escolar e luta com tremendas dificuldades para fazer face a obras de reparação inadiáveis.
Um abraço,
JS

Aureo Almeida disse...

Incrível como se fazem afirmações a dar razão a que abandonou o país apenas a pensar em si, isso sim uma atitude de excelência.Nunca em altura alguma da nossa história tivemos tantos relatos de sucesso de licenciados portugueses pelo mundo fora.Temos faculdades nos Top´s mundiais de referência do ensino universitário. O que o ensino não nos mostrou foi o caminho para não sermos  enganados por esta tropa de aldrabões que nos "governam "há anos, que se endividaram sem o nosso consentimento e agora sem o nosso consentimento também nos fazem pagar a dívida.
 Áureo Almeida