6.10.14

Perguntas


 


Como é que o inqualificável Crato se mantém em funçóes? O dr. Passos vê, ouve e lê com mediana clareza? O dr. Portas, sempre tão "fatigado" em relação a certas coisas e tagarela face a outras, não usa da palavra? O Doutor Cavaco não aconselha o dr. Passos a frequentar de vez em quando a realidade ou, em alternativa, não lhe explica, às quintas-feiras, como é que ela funciona ou não?

16 comentários:

Memórias de quarentão disse...

Bem, talvez estas pessoas que refere saibam que o "inqualificável Crato" está a tentar, na medida do humanamente possível, melhorar o estado do ensino em Portugal.



Caramba, das dezenas de professores que tive ao longo da minha vida de estudante só me lembro de 2 professores (já ambos da universidade onde andei) terem realmente vocação paro o ensino e gosto pelas matérias que ensinavam sendo extraordinariamente notório não só o seu entusiasmo como também a motivação que tentavam incutir aos seus alunos.


Das restantes dezenas, alguns pareciam gostar do ensino mas sem chegarem, nem de perto nem de longe, ao nível desses 2 notáveis professores. A maioria estava no ensino como podia estar noutra profissão qualquer, eram professores razoáveis que faziam razoavelmente bem o que lhes competia, se todos tivessem sido assim já não teria sido nada mau.


Havia, com certeza, professores mais simpáticos que os restantes de quem, enquanto alunos, todos gostávamos mas a simpatia não faz necessariamente um bom professor nem mesmo quando generosamente nos dão um bónus de 2 valores para vermos aumentadas as médias do 12.º ano que muito útil foi a alguns de nós que pretendíamos prosseguir os estudos.


Mas também me lembro de uns quantos professores que nunca o deveriam ter sido.
Lembro-me de um do 8.º ano que chegou a ser violento com um dos meus colegas batendo com a cabeça dele na secretária.
Outra professora do 9.º ano gozava com os seus alunos quando estes não conseguiam ler correctamente um texto em francês.
Outro que em vez de nos ensinar electrotecnia pôs-nos a montar o equipamento que deveria ser utilizado nas aulas práticas,  equipamento esse que deveria ter sido montado por ele próprio ou pelos electricistas que trabalharam na construção do pavilhão (acabado de construir) onde tínhamos essas aulas.
O professor de filosofia do 10.º e 11.º ano que apesar de ter gosto pelo que ensinava não conseguia motivar-nos de maneira nenhuma e depois descarregava as suas frustrações nas aulas em que entregava os testes acabados de corrigir dando sermões inqualificáveis à turma inteira e criticando fortemente os que tinham piores notas (pelo menos não nos apontava directamente o dedo o que já era um grande alívio para a nossa auto-estima e dignidade enquanto alunos que nessas "aulas" caíam a pique!).
O professor de Educação Visual do 11.º ano que ainda não tinha concluído o seu curso universitário e que visivelmente pouco mais velho era que nós alunos... em muitas das aulas punha-nos a fazer exercícios enquanto ele próprio parecia estar a fazer os seus próprios TPC.


E depois, já na universidade cheguei a ter alguns professores acabados de se licenciar e apenas uns 4 ou 5 anos mais velhos que nós alunos que ou não tinham vocação ou ainda não tinham apanhado o jeito para o ensino pois pouco mais faziam do que despejar a matéria no quadro e dizer-nos que podíamos ir buscar fotocópias com exercícios ao centro de cópias.


Curioso foi poder constatar em primeira mão que muitos dos meus colegas universitários, dos mais variados pontos do país, dependiam da máquina de calcular para fazer até as contas mais simples (divisões então nem pensar) assim como pude constatar que algumas das matéria ensinadas no secundário que nos fazia realmente falta para o curso já há muito que tinham sido esquecidas e tinham de ser estudadas de novo aumentando a carga de estudos a certas cadeiras cujo ritmo era incomparavelmente mais rápido que no secundário (matemática talvez seja o melhor exemplo). 


Com tanta coisa mal no ensino há tantos anos e com tantos professores instalados sem real vocação, desmotivados ou desrespeitados (por alunos e pais) muitos apenas querem o cheque do ordenado... e incrivelmente opõem-se à mudança.  Apesar de ter havido evolução tecnológica no ensino, o ensino em si decididamente não melhorou desde os meus tempos de estudante. Aliás, só piorou em variados aspectos portanto DEIXEM O CRATO TRABALHAR. Ten

fado alexandrino disse...

Passos (como Cavaco) nunca remodelará, seria visto como uma fraqueza.
E remodelar Crato, para quê?
O Mal está no monstro em que se tornou o Ministério da Educação (só o nome é tenebroso) com milhares de funcionários atarefados a produzirem outros tantos milhares de ofícios que se tudo correr bem ou são irrealizáveis ou contraditórios.
Uma sábia e perene mistura de Kafka com Orwell.
É para a eternidade.

Fernando Ferreira disse...

Caríssimo João: e como se mantém a inapelável Teixeira da Cruz? E a "eucaliptante" Cristas? E o impagável Pires de Lima? E o fantasmático Aguiar-Branco? E o transiente Poiares Maduro? E...e...e...???

Anónimo disse...

Andaram a boicotar os testes de avaliação e os testes do outros com panelas, meteram providências cautelares e chegaram onde queriam protelando, que é isto que hoje temos: tudo em cima da hora. Entreguem o país à CGTP, ao PCP e ao PS.

p D s disse...

Caro "memorias de quarentão",


li o seu texto e o relato das suas memorias particulares.
reparei  ainda e com especial atenção que em jeito de conclusão, afirma que :
"




Anónimo disse...

Gostava de perguntar ao Sr. Memórias de Quarentão, se estaria na disposição de ir exercer a sua profissão a 200,300,400 ou 500 Km de casa, e manter a disposição e bonomia como se estivesse junto da família !!!

Pedro disse...

Oh homem, não se esqueça do Portas! Se lhe derem uma "pasta" (negócios estrangeiros, de preferência), de certeza que ele alinha.

Memórias de um quarentão disse...

  Também a mim há muita coisa que me intriga (digo eu suspirando) mas eu explico:


  Quando refiro que o ensino não melhorou desde os meus tempos de estudante (e até digo no comentário que o ensino piorou) refiro-me à TOTALIDADE dos últimos 20 e poucos anos que passaram desde que deixei de ser estudante.



  Poderá dizer-me que de boas intenções está o inferno cheio mas acredito que Crato esteja convicto que está a fazer o melhor que pode e sabe para melhorar o ensino e não apenas a querer mudar coisas só para mostrar trabalho feito como muitos dos que já passaram por aquele ministério.


  O quê que os outros que lá estiveram antes destes fizeram pelo ensino? Gastaram o dinheiro que tinham e o que não tinham a modernizar algumas (poucas) escolas, não apenas o que deviam ter feito como restaurar os edifícios com um mínimo de discernimento mas ainda a comprar equipamento que depois as escolas não podiam utilizar por não terem dinheiro para pagar a electricidade.


  Crato tem cometido erros? Claro que sim. Tem cometido injustiças? Claro, infelizmente é uma inevitabilidade em qualquer tentativa de reforma como a que se pretende para o ensino mas por vezes parece que toda e qualquer injustiça cometida (até as que envolvem um único professor) tem direito a um tempo de antena de 5 ou 10 ou mesmo 15 minutos no Telejornal sendo já habitual pedirem logo a demissão de Crato por tudo e por nada, isso também não é justo.


  Há, sem dúvida, muita gente a discordar do que ele tem feito mas por vezes parece que nem uma oportunidade lhe dão antes de lhe caírem todos em cima mesmo que saibam que o interesse dele em melhorar o ensino é genuíno (mero pormenor que para os contestatários não tem qualquer relevância).


  Será que já toda a gente se esqueceu do conceito de críticas construtivas? Que quando aparece alguém realmente disposto a mudar as coisas para melhor... o melhor a fazer é juntar forças e ter mais cabeças a pensar como resolver os problemas que aparecem do que simplesmente ser uma força de bloqueio!


  Quanto a Crato ser "um Ministro que em nada melhorou o ensino", isso é uma afirmação sua. Em relação a isso não posso dizer nem sim nem não. A avaliação só pode ser feita depois de aplicadas as reformas, não agora. Agora apenas sei (pois é praticamente a única coisa que a comunicação social mostra) que há professores que se sentem pessoal e profissionalmente afectados mas isso nada diz sobre a qualidade do ensino. Está no direito de cada um de nós lutar pelo seu emprego mas a qualidade do ensino não é medida pela quantidade de professores que se sentem pessoal e profissionalmente afectados...


  Quanto ao ensino propriamente dito apenas me parece que não pode continuar como eu o tenho visto desde os meus tempos de estudante e que não são medidas avulsas que o vão melhorar. É preciso uma reforma a sério em todos os aspectos (e são muitos os aspectos possíveis de ser melhorados) incluindo também a qualidade dos professores  (e eu que o diga que tive professores de toda a espécie, por assim dizer).

Memórias de um quarentão disse...

  Compreendo perfeitamente e obviamente que também eu não gostaria de ser deslocado para longe da família mas esse não é um problema recente, sempre existiu.


  É um problema que nunca desaparecerá e apenas pode ser minorado por vezes com maior e outras com menor dificuldade, dependendo do caso. Num mundo ideal não aconteceria mas é algo que depende de factores externos como possivelmente compreenderá. A conjunção de factores como a demografia, localização de escolas que realmente se podem manter abertas especialmente em tempo de crise e qual a especialização do professor podem obrigar a uma maior ou menor deslocação.


  Faz parte dos riscos de quem quer dedicar a sua vida ao ensino e qualquer estudante que siga a via de ensino sabe disso. Eu mesmo conheci vários colegas na universidade que estavam na via de ensino e todos eles sabiam perfeitamente que poderiam ser colocados longe de casa e alguns foram mesmo colocados longe de casa e obviamente aceitaram a colocação já que a alternativa de ficarem desempregados era bem pior.


  Mas mesmo não sendo professor, uma outra qualquer pessoa que esteja desempregada e em dificuldades e tenha uma família a seu cargo... serão 200,300,400 ou 500 Km suficientes para a impedir de aceitar emprego longe de casa? Será que esta pessoa deve recusar deslocar-se ou aceitar o emprego?
  Eu bem sei e todos sabemos que até nos centros de emprego há pessoas que chegam ao ponto de recusarem deslocar-se meros 50 ou 100 Km por um trabalho que iria finalmente pôr comida decente nos pratos dos seus filhos...

p D s disse...

...aqui vai então uma pequena ajuda para que lhe seja possivel avaliar o calibre da "reforma" de Crato.


Repare tambem que a mesma "reforma" já está em curso desde 2011 - o que por si só já lhe permitiria ter uma opinião sobre os factos, e não apenas dobre as intenções.


Leia, porque muitos já esqueceram, mas é isto que temos do Ministro:
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1189338




De resto, cabe-me apenas dizer, que quem antes de ser ministro....tanto em livros, como em jornais, como em entrevistas televisivas defendia o Rigor, Competencia, Exigencia e Avaliação......de repente tá no ministerio e esqueçe o rigor e exigencia e passa a pedir desculpas, compaixão e tolerancia perante os proprios erros e trapalhadas - para os outros mão de ferro, para ele falinhas mansas!


mas sim, fiquei esclarecido e sem a amis pequena duvida sobre o ministro: uma nodoa!

Marquês Barão disse...

A amplitude e consequências futuras do tema soluções de educação, reclama e merece um debate competente, sério e transparente para além da contabilidade caseira da sebenta dos partidos. Medidas atabalhoadamente avulsas e apressadamente conjunturais não encaixam num sistema de ensino que se pretende produtivamente escorreito. Enquanto enviesadamente se entender que em cada legislatura, um governo, qualquer governo, pode tudo baralhar e dar de novo não se ataca a raiz do problema, e principalmente os mais jovens são indecorosamente sujeitos ao papel de cobaias nas mãos de experimentadores de ocasião com reles propaganda. O sistema educativo terá que ser visto como uma questão de regime, bem afinada para durar décadas sem sobressaltos. Assim, nem tempo temos para aferir resultados. Acontece que, a exemplo de muitas outras e diversificadas instituições, as escolas privadas podem prestar um serviço público. A realidade ensina, que perante a recorrente incapacidade e prepotência do Estado, em muitas áreas sociais como em muitos outros quadrantes, o contributo particular pode diversificar e contribuir sem benefícios chocantemente indevidos. Por desgraça tem mesmo que se substituir aos inorgânicos órgãos do poder, como por exemplo quando a fome aperta. Até pode acontecer que o omnipresente e prepotente estado tema a demonstração comparada da eficiência e dos resultados. No que respeita á justiça da comparticipação do orçamento do País que todos somos, uma regra simples e bem calibrada basta. Abertura nos privados para acesso universal a todas as camadas sociais sem encargos adicionais para famílias abaixo de um determinado rendimento, e a partir do qual a classe dos bem instalados teria que abrir os cordões á bolsa. É tudo uma questão de forma e de fórmula. Em doses excessivas o Estado mata.

Quarentão disse...

Pois, o calibre da reforma de Crato... mas não esqueçamos o calibre das contestações também em curso desde 2011. Os sindicatos então são uma pérola e quando se junta certa comunicação social que consegue fazer um alarido enorme com apenas 10 ou 15 manifestantes (alegados professores ou talvez sindicalistas manifestantes de profissão) em frente ao ministério da educação... é um mimo!


Quer-se professores de qualidade e para tal, como primeiro passo, faz-se uma simples prova de avaliação que, vem a saber-se, até um aluno acha fácil isto para, a nível de conhecimentos, afastar os piores de entre os piores professores... e o que acontece? Contestação, é claro!
Toca de manifestar e faltar à prova. Professores a serem avaliados com uma prova de avaliação? Que afronta! Um atentado à dignidade dos professores como se estes, na privacidade dos seus lares e sem olhos curiosos por cima dos ombros, não pudessem pôr os seus conhecimentos em dia como aliás é sua obrigação!


Há escolas com muitas vagas por preencher? Também há professores a abusarem do sistema e a candidatarem-se a dezenas de escolas e desde que tenham classificação suficiente ficam colocados em todas elas. E assim um único professor fica colocado em dezenas de escolas ao mesmo tempo preenchendo a respectiva vaga em cada uma delas.
Depois vem a admiração (ou indignação) de haver um exército de professores não colocados, de haver erros nas listas e depois atrasos que obrigam a ter de se fazer sucessivamente novos concursos ou até mesmo anular e repetir algum deles! E de quem é a culpa? Do Crato, ora!


Mas Crato em vez de esbracejar deitando a culpa para cima de outros (como outros faziam em outros tempos)... faz o impensável: humildemente pede desculpa e tenta de novo resolver a situação. É suficiente? Nem pensar! Demitam Crato imediatamente e já agora o 1.º Ministro o que por coincidência (ou não) até calharia bem ao PS que, com ou sem razão, há muitos e muitos meses pede tais demissões e, claro, ao seu novo líder tão carismático e tão desejoso de governar Portugal sem no entanto ter feito alguma coisa de jeito na capital!


Às vezes é preciso paciência de santo para esta novela toda mas suponho que seja mais fácil ser do contra. É mais fácil pôr a culpa dos males do mundo nos erros dos outros.


Pessoalmente gostaria de escolas em que os professores estivessem apenas nas salas de aula a fazer o que realmente devem fazer (ensinar, obviamente) que é para o que têm competência (ou deviam ter) e a gestão a cargo de gestores independentes especialmente formados para o cargo (desde a elaboração e atribuição de horários até à contratação tanto de pessoal auxiliar como de docentes).
Nada de professores em conselhos directivos a decidirem em causa própria e acabava-se logo a boa vida de uns quantos que fazem o que querem e quando querem só porque estão lá há mais tempo que os restantes.


Quanto ao atalho que me indica com uma notícia de 2011  http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1189338  não percebo onde está a sua indignação. Os melhores alunos de vários cursos do secundário já não recebem os 500 euros de prémio de mérito... e depois? Quantos desses 500 euros foram para famílias necessitadas?
Tal prémio só servia mesmo para motivação de uma ínfima minoria de estudantes para se aplicarem um pouco mais numa espécie de competição entre "crânios" já que para a esmagadora maioria dos estudantes  nunca passou de mera curiosidade, de algo que existia mas que sabiam perfeitamente que nunca alcançariam, não foi feito a pensar neles pois nunca conseguiriam ter notas que sequer lhes desse a mínima esperança de ganhar tão chorudo ou prestigiante prémio!
E a alternativa a esses estudantes receberem os 500 euros é assim tão má?
«Em alternativa, o Governo propôs que estes alunos escolham projetos de apoio a famílias carenciadas ou outros estudantes, previamente selecionados, a quem entregar os 500 euros de mérito. (...) “O valor pecuniário será afeto a projetos e

p D s disse...

A questão dos "500 Euros" não se prende com os trocos....tem antes a ver com Compromisso e Palavra e com Honra (como o poprio Quadro de Honra).<br /><br /><br />A saber: Foi anunciado aos jovens alunos que existiria esse premio - concordemos ou não com a formula! estava estabelecido, e os jovens estudantes após um ano de trabalho, esperavam naturalmente receber o premio que lhes fora prometido.<br /><br /><br />Algumas familias foram inclusivamente convocadas para a atribuição do mesmo.<br /><br /><br />Afinal, há ultima hora, o Ministro informou que não ...que afinal não era nada assim!<br /><br /><br /><br /><br />Nem sequer discuto a solução alternativa e as virtudes ou defeitos da memas...MAS no que toca a Rigor, Compromisso e Credibilidade...parece-me, no minimo, que os jovens estudantes terão ficado no minimo defraudados.<br /><br /><br />Não entender isto, não perceber o impacto que este tipo de situações tem, em toda a vivencia escolar e no reconhecimento dos alunos para com a instituição Escola... <br /><br /><br />...mas em simultaneo achar que 1 mes inteiro sem ter os professores e alunos a trabalhar estavelmente...é apenas um precalço sem importancia e sem impacto, é pouco sensato, parece-me!<br /><br /><br />Não discuto se os 500 Euros eram só para os favorecidos e etc's, mas já que fala nesse ponto, relembro-lhe que a BCE -  a tal lista da formula errada - tinha como objectivo e estava direccionada aos alunos e escolas com maiores carencias e populações maiores niveis de reprovação ....   - e este pequenissimo detalhe, só por si, maximiza os custos e problemas de toda esta trapalhada.<br /><br /><br />Se a culpa é directamente do Ministro ? pois, não sei. Sabemos é ambos e de certteza quea função do Ministro e assegurar que a Educação funciona. O que tá á vista, este Ministro não tem sido capaz de assegurar. 

Quarentão disse...

  Atenção, eu nunca disse que estes atrasos na colocação dos professores são um percalço sem importância e sem impacto!

  O que eu disse (ou pelo menos a ideia que quis transmitir) é que a culpa não é necessária ou exclusivamente do Ministro, houve outros factores a ter em conta nomeadamente da responsabilidade dos próprios professores (ou de alguns deles e também dos respectivos sindicados) que levaram a esta situação.


  Se eu não me expliquei suficientemente bem leia o comentário do Anónimo a 7 de Outubro de 2014 às 13:24 que complementa perfeitamente a minha ideia para se relembrar do que se tem passado até agora e que, sem dúvida, contribuiu para que chegássemos a esta situação.



  Quanto à discussão do prémio de mérito
http://www.publico.pt/educacao/noticia/ministerio-atribui-premio-de-500-euros-aos-melhores-alunos-do-ensino-secundario-1337932


é óbvio que seria óptimo se se pudesse criar essa tradição ou talvez melhor ainda... uma tradição ao estilo americano mas enquanto sociedade ainda não chegámos a esse ponto e temos certamente outras prioridades bem mais urgentes.


  É compreensível que enquanto indivíduos que vivem em sociedade tenhamos certas expectativas que quando são goradas levantem algum descontentamento mas quando alguém age no melhor interesse da sociedade em geral em detrimento de uma minoria mesmo pequenina por motivos de evidente força maior também há que haver uma certa compreensão...
  Apesar do muito que ainda poderia dizer sobre o assunto e sobre as razões ou queixas que apresenta... lamentavelmente tornou-se agora por demais evidente que esta nossa discussão está inquinada por experiência pessoal que considera desagradável e não apenas por mera opinião ou convicção pessoal como seria de esperar pelo que talvez seja fútil tentar continuá-la.

  Cumprimentos

p D s disse...














Quarentão disse...

  Está bem... continuemos então mais um pouco!<br /><br />  A minha experiência pessoal enquanto estudante e aqui contada apenas sustenta a minha opinião de que o ensino precisa de uma reforma e de maneira nenhuma interfere com a avaliação que faço do desempenho do actual ministro da educação. Tal avaliação faço-a apenas tendo em conta os acontecimentos divulgados pela comunicação social desde que Crato é ministro e me têm levado a crer que ele está verdadeiramente interessado em mudar as coisas para melhor e que por isso o deviam deixar trabalhar em vez de o quererem constantemente deitar abaixo desde que ocupa o cargo.<br /><br />  Já no seu caso, o acontecimento que aparentemente considera tão desagradável e que infelizmente de algum modo o afectou por motivos que só a si lhe dirão respeito... teve a ver com o cancelamento do prémio de mérito por este mesmo ministro logo no início do seu mandato... o que originou em si um certo juízo de valor e especial intolerância para com este ministro o que o deixa (a si) completamente imune a qualquer argumento que sustente uma qualquer posição que não seja idêntica à sua, facto que torna qualquer discussão fútil.<br /><br />    Espero que tenha tomado melhor consciência do que a experiência passada de cada um de nós trouxe para esta discussão e a razão de a considerar inquinada. Não leve a mal que a termine definitivamente aqui mas todos devemos saber quando parar independentemente da razão que pensemos ter.