14.10.14

O caminho

O Doutor Cavaco ausentou-se ontem por breves instantes da sua pronunciada mudez para dizer duas coisas, ambas sob a forma original do não dito. A primeira, que os drs. Passos e Maria Luís não entendem a "natureza" da CGD (nós, afinal, também não). A segunda que, por ele, o prof. Crato já estaria demitido porque senão não faria sentido a quem é tão parco em comentários políticos afirmar que o início do ano lectivo não correu bem e prejudicou a "excelência" que se espera da educação. Há catorze anos, o antecessor do Doutor Cavaco, sem falar em público, exigiu delicadamente ao eng. Guterres as cabeças políticas de Armando Vara e de Luís Patrão por causa de uma fundação paralela ao MAI. Presumivelmente o actual PR poderá já ter feito o mesmo em relação a Crato junto do dr. Passos uma vez que, no mesmo acto, "ilibou" a ministra da justiça. Também correu que o ainda ministro da educação se colocou à disposição do primeiro-ministro e que este dispôs-se a mantê-lo. Depois do que disse ontem o Presidente, Crato deixou de ter uma segunda oportunidade para mais números de opereta, secundados ou não pelo chefe do governo. Pode continuar a vaguear por aí mas passou a uma mera inexistência política. Diga o dr. Passos o que disser ou deixar de dizer. Cavaco indicou-lhes o caminho.

Sem comentários: