
Acordei ao som de Marinho e Pinto na antena1. Passavam excertos de uma entrevista que seria transmitida mais tarde. Designou o dr. Costa por "eucalipto" - não soma, seca -, acenou para a possibilidade da chegada do verdadeiro "pântano" (com Costa e Guterres) e insistiu na retórica da separação da política dos negócios. Pelo "ambiente", já se percebeu que estes, os negócios - passados, presentes e futuros - serão amplamente chamados à colação na campanha eleitoral para as legislativas. Desde os "grandes negócios" aos mais ligeiros esquecimentos e "constrangimentos". E também já se percebeu que Marinho e Pinto (e seguramente alguém mais "estruturado" do que ele ao seu lado) fará disto, e de outras coisas, uma bandeira populista e "ética". A impopularidade do regime, traduzida nas últimas eleições europeias e pelos "estudos de opinião", acabará por prejudicar até os recém chegados que nunca realmente deixaram de fazer parte dele como o referido Costa. Dentro da coligação, os pratos começam a servir-se mutuamente frios com "condimentos" para todos os gostos e feitios. Também a gestão política dos fundos comunitários até 2020 pesa muito nesta trôpega balança. O "ambiente", aos poucos, ficará "irrespirável" como em 1985 quando Cavaco e o PRD "abateram" o "centrão". Cavaco sabia que tinha dinheiro e queria gerir os fundos de então. O PRD contentava-se em "diminuir" o PS "soarista" e em servir de "muleta" ora ao governo minoritário, ora ao partido de Constâncio. Acabou tudo em dez anos de "cavaquismo" absoluto. Agora é diferente. Aconteça o que acontecer daqui até às eleições, não se almeja qualquer tipo de "absolutismo" salvífico. O que Marinho e Pinto veio dizer é que fará tudo para o impedir e que vem para "denunciar" a impotência do "arco da governação" e do Presidente da República. Apontará o dedo "justiceiro" e equânime da responsabilidade a todos pelo "estado a que isto chegou" e fará promessas "negativas" a uma opinião pública farta das outras. Quando o disserem desacreditado, ele responderá que seguramente está bem menos do que os que têm andado por aí nos derradeiros trinta e tal anos. E jogará oportunamente dois ou três "trunfos" para a troca. A coisa promete.
3 comentários:
Mas chamar partido republicano democrático à coisa, como se diz por aí? De quem por tanto optou, diz muito. Do povo que, no entender de quem por tanto optou, aceitará placidamente isso, diz tudo.
Gigantesco rebanho de carneiros. Com todo o respeito pelos animais.
Costa
O balão Marinho vai rebentar.
Eu acho que a coisa "não promete" apenas por uma razão: ao denunciar alto e bom som( como ninguém tinha feito) o sistemático cambalacho entre o "jornalismo" no poder e a politicagem no poleiro, que desde sempre impediu que muitas das verdades chegassem ao julgamento público, o Marinho talvez tenha assinado a sentença do seu silenciamento futuro na chamada "comunicação social". Sem voz para as suas denúncias, Marinho pode vir a deixar de existir, na prática.
Enviar um comentário