12.5.12

Mau sinal

Leio no Correio da Manhã que Futre se apresta a passar da tvi para a RTP a troco de uma chamada "proposta irrecusável" (o jornal chama-lhe "aliciante"). Leio e não acredito. Se tiver de acreditar, é um mau sinal. E há um conjunto de pessoas que sabe perfeitamente porquê.


 


Adenda: Na recente cimeira ibérica julgo que o tema "televisão pública" não foi abordado. Esta semana, porém, um jornal espanhol dava conta que o presidente do governo vizinho, e passo a citar no original, «prefiere un administrador que ejecute el recorte de 204 millones en el presupuesto de RTVE .» Ou seja, procura-se um gestor que efectivamente faça os cortes previstos pelo governo para a RTVE. Ora "cortar" quer dizer  reduzir custos operacionais e financeiros e não andar a "navegar à vista". Quem não é capaz de fazer isto, deve dar lugar a outros que o façam sem tergiversações. O que "cortar" em nenhuma parte do mundo quer dizer é aumentar a despesa pela via de fornecimentos e de prestações de serviços externos por valores como os anunciados na notícia do Correio da Manhã. Quem não entender isto, meta rapidamente explicador.

7 comentários:

maria disse...

Não compreendo a admiração. dois exemplos: Maria Elisa há quantos anos não faz nada na televisão pública, exceptuando um programa semanal há calendas' Sai agora com o tempinho todo como se picasse o ponto diariamente. Outro caso famoso Catarina Furtado, ordenado base, que se saiba 25.000 eiros fpra o que todos sabemos, imaginamos.., quantos programas por ANO? Eu não quero pagar isto, como faço?

Marão disse...

Futre faz o que qualquer um faria depois do sucesso de um verdadeiro programa de televisão. A RTP é que continua a ser um buraco sem fundo a gastar o que não temos. De um modo geral em vez de formar aliena.

fado alexandrino disse...

Há duas coisas (pelo menos) que nunca acontecerão em Portugal.
A privatização da RTP e o plano final de urbanização da Praça de Espanha.
E talvez uma terceira que é Isaltino passar cinco ou seis dias na cadeia.

eirinhas disse...

Cheguei a ter alguma esperança na actividade que o Dr. Relvas iria desenvolver nas diversas frentes.
Hoje,depois do que vejo,leio e ouço,estou deveras decepcionado.
Do meu ponto de vista,tem feito muito alarido,diria gritaria,deixa que os adversários se ortganizem e acabará por não fazer nada de bom.Em termos de televisão,do meu ponto de vista também,então,é uma caricatura de Morais Sarmento,cujo trabalho não me canso de enaltecer.
Do meu ponto de vista,este governo corre a passos largos para a sua substituição.

Luis de Matos disse...

Recuso-me a acreditar!

Marão disse...

Última hora - Relvas impede a RTP de contratar Futre.
Aproveitaria esta oportunidade para dizer a Relvas e á RTP que gastem uns míseros tostões em Prevenção Rodoviária.
Aqui fica:
Há que convencer/prevenir pelo menos tanto como impor/reprimir.
A prevenção essencial passará como elemento básico pelo comportamento do condutor, na mudança de atitude e na melhoria de aptidão.
É preciso erradicar o fantasma de que mesmo sem álcool conduzimos como bêbedos. De entre inúmeras iniciativas/acções possíveis, um concurso televisivo regular e continuado, com figuras animadas, quadros, situações e procedimentos seria motivador e esclarecedor para todos os envolvidos, peões ou automobilistas.
"Quem quer ser bom condutor" ou "Civismo ao volante" por exemplo, a organizar por um canal público sem recorrer a fastidiosos enlatados de importação, porque temos gente competente para fazer diferente, melhor e mais barato com uma criação de raiz.
Claro que também se arranjam uns prémios de consolação para os concorrentes melhor preparados.
E nos espaços de publicidade encaixar recados e ilustrações apelativas de curta duração.
Não havendo tempo a perder, porque não e desde já uma acção preliminar exploratória tipo sondagem, que possa mostrar quem somos, o que queremos parecer e se teremos ou não consciência de eventuais equívocos em que possamos estar mergulhados na partilha da via pública.
Seguem-se simples exemplos de questionário tipo, que permitiriam resposta expedita e apuramento fluido de modo a encetar consequentes acções em função das conclusões apuradas que não se pode excluir poderem ser de arrepiar:
- Quantos condutores estão convencidos que pelo facto de ir a direito/seguir em frente tem prioridade?
- Como se respeitam ou não procedimentos elementares junto a passagens de peões?
- Quantos encartados sabem/praticam "que tendo semáforo verde, ao mudar de direcção devem deixar atravessar a passadeira com verde simultâneo?
- Qual o modo correcto de uso dos piscas e como na realidade se pratica? Parece que o tarde ou nunca prevalece.
- Qual a percentagem de condutores que se preocupa com a rotina de circular á direita principalmente nas auto-estradas?
- Quantos condutores desconhecem ou não praticam os procedimentos adequados ao entrar, circular ou sair numa rotunda?
- Quantos condutores circulando a 150 incomodam quem á sua frente circulando a 110 está em legítima manobra de ultrapassagem a quem rola a 80?
- Porquê tanta destreza para levar a mão á buzina, gesticular, insultar (tantas vezes sem razão) e tanta lentidão a respeitar o próximo ou a aconchegar o travão?
- Qual a percentagem de condutores que se comporta como dono da estrada e não apenas como dono do carro?
. É preciso acabar com de que mesmo sem alcool conduzimos como bebados

Marão disse...

Correcção último parágrafo:
É preciso acabar com o estigma de que mesmo sem álcool conduzimos como bêbedos.