7.5.11

POLÍTICOS E FUNCIONÁRIOS

Pacheco Pereira escreve no Público que «na arregimentação extrema que se passa hoje nas hostes nacionais, a conferência de imprensa [da CE, BCE e FMI] fica legitimada pelos ganhos eleitorais que se pode tirar das palavras dos funcionários e ninguém sequer se sentiu minimamente insultado e humilhado por ver três burocratas a falarem com notório desprezo sobre o país.» Para além da sobranceria mal educada típica de pobres e mal agradecidos (tudo o que Pacheco não é o que torna a coisa mais viscosa), a "indignação" de Pacheco contra os "funcionários" é correlativa de um apreço não escrito e abstracto pelos políticos indígenas apenas porque são eleitos. A circunstância de, na sua maioria, se tratar de um bando de inutilidades, nuns casos, e de meros bandarilheiros de província, noutros, não incomoda Pacheco. Nem tão pouco o facto de, se estamos "humilhados e ofendidos", ser indisputavelmente por causa interna com rosto e não pelos "funcionários" que se limitaram a cumprir a sua função. Aliás, termina o artigo sugerindo que, uma vez que não há "esperança" (ele fala sempre pela pátria comovida), não é necessária qualquer mudança e o que "está" pode perfeitamente continuar. Oxalá houvesse mais "funcionários" da estirpe dos criticados por Pacheco a pastorear a nação e menos bandalhos autoctónes a enterrar diariamente a nação. Não teríamos chegado, sequer, a conhecer estes "burocratas" que tanto nojo suscitam à quadratura do círculo.

12 comentários:

Anónimo disse...

Sem sombra de dúvida.
Pobres e mal agradecidos.
Estes equilibristas ex-extremistas,como o Pacheco,promovido nos últimos anos a socialité doméstica,ou pitecos como os Louçãs e Jerónimos,mordem a mão que lhes dá de comer e lambém a que lhes dá vardascada.
Estas sumidades estão sempre de acordo quando se trata de pedir dinheiro emprestado para financiar o regabofe,mas entendem que pagar o que se deve é dispensável,talvez até reaccionário,antidemocrático.
Nem aos crocodilos os atirava.Os pobres animais acabavam por morrer de fome na mesma,estes tipos são intragáveis,mas enjoados de retórica barata.

Carlos Dias Nunes disse...

Mas, meu caro, o que o Pacheco quer, como está visto, é que tudo continue como até aqui... Há lá campo mais fértil do que o proporcionado pelo socretinismo para fazer florescer a sua (dele, Pacheco) auto-suficiência "oposicionista de sempre"?
Ou acha que foi por acaso que ele e o Xavier (cuja obra de exegese política continua por vir a lume...) cooptaram para a quadratura essa brilhante figura da inteligência nacional que é o edil Costa?

Anónimo disse...

Pacheco Pereira alguma vez apresentou aos seus eleitores contas do que fez no Parlamento Europeu ou no de cá?
Pode até ter razão em muito do que diz sobre o assunto, mas falta-lhe legitimidade para o dizer.

eirinhas disse...

Os homens até foram muito benévolos.Fizeram o seu trabalho,coisa que nós (governo) fomos incapazes de fazer e apresentaram as suas conclusões com o esclarecimento do que teria sido evitável.Independência!Se a não há não resulta do bom trabalho que fizeram ao país.Só é independente quem não cai na dependência dos outros.É preciso trabalhar mais,ser menos gastador e,sobretudo,n ão pagar a quem não quer trabalhar tendo saúde para o fazer.

Pensamento em revoluçao... disse...

Esse Pacheco deveria ser ostracizado e mandado para Marte, tal como Sócrates! com a mania da superioridade e inteletualidade...
E quem menospreza deveras os portugueses não são os "estrangeiros" do FMI, mas sim gajos como ele, que são portugueses e que nada de positivo geram em prol da nação, que o têm deaturar com a arrogância de quem é muito intelectual e o resto é burro!
Poupe-nos a tantas palavritas, que por mais cuidadas que sejam, perdem o interesse e o sentido ditas com a sua verborreia mental!

Anónimo disse...

É verdade.

Se aqueles ilustres palestrantes da Quadratura trabalhassem mais em prol da Nação no lugar de darem à goela todos os dias, é bem possível que nós não viéssemos a conhecer o pessoal da troika.

Somos muito bons mas é como treinadores de bancada!

amendes disse...

Tres funcionãrios fizeram em meia duzia de dias... o que 200 Pechecos&Compa não fizeram em 37 anos! Pôr o país em sentido...
Pergunte-ae ao Povo... que discurso que proposta retem de Pacheco na Assembleia da Republica!

joshua disse...

Parece evidente que a Troyka enerva o diletante funcionário parlamentar que há em Pacheco.

Anónimo disse...

Ligo a televisão e vejo logo toneladas de comentadores quadrados a tecer as mais altas considerações sobre o PM. Ontem mesmo, uma senhora analista dava conta que Sócrates teve uma boa prestação (em termos de marketing político, dizia ela] quando fez um anúncio sobre o acordo com a "troika" em que só apresentava as coisas boas. E explicava opinando que isto é coisa de campanha eleitoral, tipo vale tudo menos arrancar olhos. Fico sempre muito desconfiado quando perante estas paisagens matéria fecar até ao horizonte há pessoas que vêem umas flores. Por vezes dou comigo a pensar se estarei a ficar doido ou se estou mesmo a ver e a ouvir bem.

CMO disse...

Em tempo de guerra não se limpam armas mas Pacheco não está em guerra contra Sócrates porque equivale o grosso da máquina partidária do PSD (à excepção da sua facção) à do PS. Vê pouca diferença entre ambas e essa pouca diferença é prioritária em relação à idiossincrasia maligna de Sócrates.

Prefiro a postura de António Barreto.

http://supraciliar.blogspot.com/2011/05/terra-queimada.html

Isabel disse...

Este Pacheco é uma incomensurável decepção.

Cáustico disse...

Pacheco Pereira é mais um caso. Precisa-se alguém muito competente para o analisar.