20.5.11

O BENEFÍCIO DA DÚVIDA

«É assim que Pedro Passos Coelho se atreve a declarar que não governará se, por engano ou perfídia, o povo português não lhe der a maioria — a ele, pessoalmente, o cantor e o economista, que nunca entrou numa simples Secretaria de Estado.» Pulido Valente é um dos comentadores (este, por acaso, um espírito fino que sigo invariavelmente há mais de trinta anos) que "puxa" pelo dr. Portas contra Passos Coelho. O artigo dele no Público, carregado de história, visa uma "história" demasiado óbvia não escrita: a lei eleitoral preMas entendo VPV e outros. Como escreveu Norman Mailer numa ocasião famosa, ««the media is like Madame de Staël who threw her friends into the pool for the pleasure of fishing them out again.» É apenas isto.

11 comentários:

Nuno Oliveira disse...

É natural que tenha consideração por VPV. Ele tem uma inteligência rara neste país de ignorantes. Considero que o JG tem uma semelhante ao de VPV. Logo considero-o também. Usa a sua influência, neste blog, como VPV usa o Público. Para darem azo às vossas convicções. Que não passam disso. Convicções. Aliás, o que todos nós, que pensamos por nós, temos. Se VPV tem razão no que toca a experiência do PPC, também o JG tem razão no que toca à experiência que os outros têm: inútil e insuficiente para o que é preciso fazer. Estamos enfiados numa embrulhada. Se por um lado temos os inúteis, por outro lado temos o não-sei-o-que-pensar-dele. Difícil a escolha? Nem por isso. Prefiro mil vezes a incerteza de ter o abismo à minha frente do que a certeza dele. Não é uma boa escolha. Mas é o que temos...

Anónimo disse...

O VPV, e a maioria dos comentadores (maus, desonestos, e coniventes com o embuste), limitam-se a comentar o "espectáculo", o desempenho dos actores; não comentam o interesse nacional em jogo.
E escondem-lhes os defeitos, as responsabilidades e os crimes passados.
Para essa canalha, as eleições são um teatro, uma encenação, e nessa charlatanice, nessa mentira hedionda, o Portas é de facto inexcedível.

Anónimo disse...

À conta do voto util, mal menor e beneficio da duvida é que estamos onde estamos. 2/3 dos portugueses ainda votam nos partidos do bloco central (felizmente já foi mais). Mas se querem mais do mesmo votem nos mesmos.
PPB

Alves Pimenta disse...

Vasco merece a minha maior consideração desde que, há coisa de seis anos, garantiu ao País que o dr. Soares iria ser reeleito PR contra o doutor Cavaco.
Quem, em Portugal, manifestando tais dotes de analista político, poderia deixar de ser considerado um génio da especialidade?
Estou que nem o defunto astrólogo Zandinga ou a vivíssima taróloga Maya...

Anónimo disse...

De acordo. Em boa parte votarei PSD pelo benefício da dúvida que dou ao Passos, e pela recusa dos arranjos que o Portas é capaz de fazer com o dito cujo para chegar a MNE.

PC

Cáustico disse...

A minha posição

O dia 5 de Junho está próximo. É um dia que pode ou não ficar bem assinalado na História de Portugal. Tudo dependerá das opções de quem tem o direito e a obrigação de votar.
Nunca tive disposição para ouvir os quadrilheiros políticos a arengar sobre as suas promessas, sobre aquilo de bom que prometem fazer cair sobre o país se lhes for dado o poder que tanto ambicionam. É provável que entre eles haja alguém sincero, honesto, incapaz duma vilania, que ponha o interesse de todos muito acima do seu interesse pessoal e dos amigos, em quem seja possível confiar. O meu pessimismo, resultante do pouco mas suficiente conhecimento que tenho dos homens, não me permite acreditar na existência de políticos exemplares, incapazes de uma traição.
Mais uns do que outros, os seres humanos são volúveis. Passam do bem para o mal, do justo para o injusto, do correcto para o incorrecto, da benevolência para a intransigência, da brandura para a agressividade, da paciência para a revolta num instante e, o que é mais grave, não raras vezes por força de interesses mesquinhos. Quase diria com a velocidade de propagação da luz. Dizem agora uma coisa para, de seguida, virem afirmar, com toda a desfaçatez que lhes é muito própria, o seu contrário. Sei que, com gente desta, a obrigação de votar é tarefa difícil, principalmente para quem estiver habituado a ser escravo da sua palavra.
Portugal atravessa um momento difícil, talvez o mais grave da sua história. Em 1580 deixou de existir como Nação independente. E será bom que o mesmo não volte a acontecer agora.
A actuação da quadrilha com sede no Largo do Rato, quando dirigida por um tal Guterres, lançou o país num pântano. A mesma quadrilha, anos volvidos, mas agora capitaneada pelo grande canalha, colocou o país no maior atoleiro financeiro, obrigando-o, com isso, a recorrer a auxílio externo. Os países que o prestam, como credores conscientes e avisados, impõem condições não só no que respeita á remuneração do empréstimo como ainda à actuação de quem for encarregado pelos portugueses, nas próximas eleições, de fazer a gestão da coisa pública, com regras bem apertadas para reduzir o risco.
Como sei bem o que não quero e conhecendo as minhas limitações, em consequência de não poder saber o que de canalha, de vigarista, está no íntimo de cada político, voto PSD.
E a explicação para a minha escolha é simples. Como poderia votar numa quadrilha de políticos que por duas vezes, uma com Guterres e outra com o grande canalha socrático, afundaram o país? Guterres não falava mal, o grande canalha ainda tem melhores dotes de oratória. Mas não me iludo com discursos bonitos, que geralmente nada abonam quanto à honestidade, à integridade moral e ao carácter dum político, nem são garantia segura de boa capacidade e de boa qualidade gestora.
Não votei em Guterres e não me enganei e não votei nem votarei em Sócrates, o grande canalha que, com a quadrilha a que pertence, arruinou o país.
Então em quem votar? Há ainda o PCP e O BE.
No PCP, que foi serventuário em Portugal da União Soviética de tão triste memória, com idolatria por um dos maiores criminosos (foram só trinta milhões), que badala democracia mas com uma ideia sempre firme na ditadura do proletariado que até lhe impõe a manutenção na sua bandeira do principal símbolo soviético, NUNCA!
O BE, para mim, não passa de uma versão mais sofisticada do PCP. Enquanto este idolatrava Estaline, o grande assassino, aquele embevecia-se com Trotsky, não menos assassino. Também não serve.
Para votar, restam-me apenas os partidos que são designados de direita. Como os políticos me merecem o crédito que já expus, qualquer partido à direita do PS: PSD, CDS, PPM, partido da terra, partido do céu, partido dos bichos, etc., etc., serve.
O problema reside apenas em saber qual é o que tem força eleitoral para impedir a ascensão ao poder do PCP e do BE e arredar, de uma vez por todas, do poder o grande canalha e a quadrilha a que pertence. Parece ser o PSD e por isso e só por isso vou votar nele.

Anónimo disse...

Qual benefício de qual dúvida?
Qual a diferença entre os Mellos e o Catroga?
Qual a diferença entre o Catroga e o Coelho, e o Relvas?
Qual a diferença entre o marionetista e a marioneta?

Abstencionista Militante disse...

Portugal é uma pocilga.

Basta ver o tempo que perdem com a eleição de palhaços, incompetentes, aldrabões, trafulhas e malandros.

Um manguito à Pacheco para todos os perdem um minuto com o Passinhos ou o aldrabão do Sócrates.

Anónimo disse...

Este abstencionista militante devia ir com o dito cujo par aa Patagónia... no Inverno de lá. É por cromos destes, com a mania que são melhores que todos os outros, que "isto" está como está. Não, não são todos iguais. O asqueroso patife que está agora na TV a fazer mais uma das suas pantomimas (mas hoje a levar uns tabefes do outro) é um delinquente que deve ser expulso. Ponto.

PC

Nuno Oliveira disse...

Caro Cáustico,

Queria apenas chamar a sua atenção para algo que lhe parece ter passado ao lado: Portugal não é uma nação independente. Aliás, de nação sobra apenas o nome. Já assinámos o tratado de lisboa (em letra minúscula de propósito) que acabou definitivamente com a nossa independência. Se é que essa existia, na realidade, quando aderimos à CEE. O Euro só veio acelerar o processo de perda da mesma e o tratado de lisboa rasgou de vez com qualquer ilusão. Enquanto andamos a discutir a bela da crise, o "amigo" Durão e companhia são tão ou mais execráveis. Seria bom que a Europa acordasse. Será pura ilusão pensar, nem que seja em jeito de esperança, que o povo português se aperceba. Um belo tintol enquanto se assiste à final da Liga Europa, aos nossos heróis estrangeiros do FêCêPê que regressam do outro colega dos PIGs e a malta anda feliz! Biba Portugal!

Carlos Azevedo disse...

Vasco Pulido Valente deveria saber mais e melhor. Afinal, passou irrelevantemente pelo Parlamento e por uma Secretaria de Estado.