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Esta "história" de "rapaziada" do PS ou afins em torno das escolhas para cargos dirigentes da administração pública não deixa de ter a sua laracha. A CRESAP- e, sobretudo, o nome do prof. Bilhim para lhe presidir - foi das poucas coisas em que houve um "compromisso", para usar o jargão do Doutor Cavaco Silva, entre a maioria e o PS. António José Seguro, à altura líder do PS, praticamente exigiu esta "novidade" procedimental ao governo. E o governo anuiu. Passos Coelho, no primeiro congresso do PSD após ser primeiro-ministro, abundou aliás neste exemplo para louvar a independência do executivo nas nomeações de topo no Estado. No único caso em que tive alguma intervenção (posterior à da CRESAP que cessa quando entrega a lista dos "finalistas" ao membro do governo que nomeia), o ministro em causa pediu-me que lesse os curricula dos "finalistas" e que desse uma opinião. Dei, de acordo com a minha experiência da administração pública e as biografias dos candidatos, e foi nomeada uma pessoa claramente do PS (tinha, até, sido vereador numa câmara) e que, de longe, possuía o melhor perfil. Terá sido uma excepção que não confirma ou infirma qualquer regra. É certo que o ministro (como o adjunto) era independente mas o cargo era, julgo, importante do ponto de vista da mercearia partidária e houve quem não apreciasse a isenção. Mas se estivesse o PS no lugar da coligação o resultado político, a final, seria muito distinto daquele de que se queixam estes magníficos servidores da causa pública que apenas se conseguem imaginar como "chefes" de qualquer coisa ou de alguém?
4 comentários:
Caríssimo João:
Página 2 do postal - "Administração Pública", e não "adminisitração pública";
Página 12 do postal - "lesse", e não "lê-se".
Daqui donde escrevo, só vejo dirigentes próximos da "Organização da Luva Branca"...
Caríssimo João: onde escrevi "Página", escreva p.f. "linha"...
Caro João Gonçalves,
Apenas para corrigir a grafia do termo "lê-se", constante da 12ª linha do texto (pediu-me que lê-se os curricula). O termo correcto é "lesse". Concorda comigo?
Sei que preza a boa escrita. Por isso, sei que não levará a mal o meu atrevimento...
Um grande bem-haja!
Obrigado a ambos pelos reparos. Até o assunto será reparável.
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