26.3.15

Acabe-se de vez com o sigilo fiscal


 


Começo a pensar, depois de tantos pareceres aparentemente inúteis a defendê-lo, que é melhor acabar com o sigilo fiscal. Como sugere a prática de alguns países nórdicos dos quais brotam séries ficcionais como Borgen que faria bem às "elites" paroquiais ver. Custa-me a aceitar, sob qualquer ponto de vista, que se produzam relatórios com títulos tão extraordinários como este: "auditoria a eventuais consultas de dados pessoais de Sua Excelência o Primeiro-Ministro". E por que não outro sobre "eventuais consultas de dados pessoais" do sr. Asdrúbal ou da Dona Efigénia que, em matéria fiscal, estão exactamente no mesmo plano legal de deveres, direitos e garantias de "Sua Excelência"? A cacofonia gerada por esta coisa do "pacote VIP" lançou um anátema não administrativo sobre a Autoridade Tributária e Aduaneira que o poder político não aliviou falando ou calando-se. É claro que procedimentos da natureza do referido, seja por excesso de zelo ou de "respeitinho", não ajudaram em nada. Cauterizar esta ferida exige sobretudo bom senso que é o que menos tem abundado. Ou seja, mais "juizinho" e menos "respeitinho" como é próprio de Estados adultos de direito.

2 comentários:

eirinhas disse...

Não foi impunemente que passámos 40 anos de respeitinho! De facto,o Sr. Pereira,penso que era assim que se chamava e era assim,salvo erro,que queria ser tratado,não teve jeito nenhum para lidar com esta gente.Ainda hoje sinto, como se fosse meu irmão,aquela sua passagem turbulenta pelo distrito de Castelo Branco,cuja viatura teria ficado amolgada!Quanto alguma comunicação social,que raramente o visitava,lhe teria sido hostil!Que diferença com o seu substituto!Eu sei,não me digam,que não foi ela que tocou no carro e,muito menos, com pastéis de nata!Que blasfémia!Do que o homem se havia de lembrar!

eirinhas disse...

Senhor João Gonçalves,ontem,fiz aqui um comentário em que falei sobre o penúltimo ministro da economia.Pelos vistos,o assunto do seu post, não suscitou o interesse de outros comentadores,pelo que fiquei sozinho.Não tem importância mas,de qualquer modo,espevitou-me ir procurar,na net,alguma coisa sobre o Senhor Álvaro,era assim que gostava ser tratado e vi melhor a actividade que,em tão pouco tempo,ainda assim, desenvolveu.Gostei do que fez.Não gostei do tratamento que lhe deram.Aconselhava essa leitura.