
Perguntava Vasco Graça Moura ainda em Janeiro do ano passado: «Em que ortografia vão os nossos grandes autores ser servidos nas escolas? Serão implacavelmente desfigurados pela aplicação dessa coisa sem nome? Ou virá o Governo a tomar providências rápidas para, pelo menos em parte, remediar a situação?» A isto, a avaliar pelo que escreve o Diário de Notícias, as entidades oficiais e oficiosas respondem desta maneira: «os alunos que vão fazer exames nacionais este ano já só vão poder usar o novo Acordo Ortográfico (AO) na escrita das provas. Sob pena de ser considerado erro ortográfico, na prova de Português até lhes podem descontar cinco valores (em 20) por causa dessas falhas.» Ou seja, passa a ser considerado "erro ortográfico" escrever em português e não em acordês, esse aleijão a meio de lugar nenhum. Mais uma "cratice" que é simultaneamente uma gravíssima cretinice.
5 comentários:
Tão mau ou pior é a tendência para a menorização e abolição dos próprios exames... proposta até, pasme-se, por uma "entidade" dita de "conselho" mt pouco "justa"...
Eu acho que se devia fazer alguma coisa, nem que fosse desatar à chapada aos imbecis que usam o AO. Mostrar alguma fibra e carácter. Ir abaixo sem um pio é mais triste do que viver entre estes brutos. Contem comigo se for para dar porrada a sério nesses fdp. Agora para compromissos e meias merdas é que não.
Caríssimo João, o politécnico ex-maoísta "neo-con" Arrobas Crato só tinha de aplicar algumas medidas para melhorar, a fundo e de modo duradouro, o estado geral da nossa "Instrução Pública", a saber:
1 - Instaurar no Ensino Básico a obrigatoriedade da aprendizagem do xadrez e da natação;
2 - Restaurar no mesmo grau de ensino a obrigatoriedade da aprendizagem da música;
3 - Reduzir a pique a carga "burrocrática" que onera a generalidade dos professores e educadores, expressa em toneladas de papel cujo preenchimento é inútil e em rajadas de reuniões cuja comparência é constrangedora;
4 - Abolir o financiamento público, através do Orçamento de Estado, do próspero negócio do Ensino Privado;
5 - Abolir o "Novo Acordo Ortopédico" (porque os portugueses passam a escrever com os pés...).
Não se pode pedir a um réptil que seja um mamífero: sempre são muitos milhões de anos de evolução e o fim da legislatura está já aí...
Uma "cratice"??? Alguma vez o Crato - aliás, pessoalmente, desafecto ao acordo - tinha poder para impor uma coisa destas?
E no parlamento vê alguém escandalizar-se?
E não vê, porquê?
Creio que saberá. As lojas mandam e impõem as suas crendices.
Dos comentários segundo e quarto tiro que devíamos correr os maçons à porrada.
Contem comigo.
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