
Desde tempos imemoriais que Portugal aprecia listas. A inquisição, tal como a "real mesa censória" e produtos derivados, não foi formalmente extinta só no século XIX por acaso. O apreço pelas liberdades públicas em Portugal é diminuto. Pelo contrário, a delação, a bufaria, a má-fé e a inveja sempre se sobrepuseram a esse bem maior. Ao aproximar-se um ano sobre o desaparecimento de José Medeiros Ferreira ainda o ouço sobre a importância das liberdades públicas: "é um bem inestimável, não há outro maior". Algumas funções do Estado de direito democrático aparentemente subestimam-no. E em matéria de liberdades públicas não há "bolsas" nem listas. Quem não percebe, meta explicador.
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