
Salvo erro Mécia de Sena completa hoje, lá em Santa Bárbara, 95 anos. Repito mais ou menos o que escrevi noutra ocasião. Este país, tão "generoso" na atribuição de veneras ao primeiro paspalhão "empreendedor" ou ao último "gestor" panorâmico e internacionalizado descobrindo depois que se enganou, nunca distinguiu Mécia de Sena pelo trabalho único feito em prol da publicação e divulgação da obra do seu Marido. Sem Mécia, sem a sua persistência e o seu amor (sim, é de amor que se trata como), o prematuro e injusto desaparecimento de Jorge de Sena antes dos sessenta anos de idade poderia ter impedido gerações interessadas de tomar contacto com um dos poucos grandes vultos da chamada cultura portuguesa do século XX. Sena é daqueles portugueses que nunca nos envergonham pelo vencimento permanentemente lúcido e luminoso das suas palavras. Está, pois, mais do que na hora de o Estado homenagear Mécia de Sena que fez durante décadas e décadas mais pela literacia nacional do que exércitos de académicos, proto-académicos, poetastros e escrevinhadores de centros editoriais-comerciais alguma vez poderão fazer.
1 comentário:
O Cavaco e a maria e o barreto a incomodarem Mécia de Sena? <br />A que propósito? <br />Mécia de Sena não precisa nem merece esta gente.
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