4.3.15

Jangada de pedra


 


O sr. Juncker, ignorando-se se foi em momento pré ou pós-prandial, atribuiu aos dois governos ibéricos uma "exigência" maior em relação à Grécia do que propriamente a Alemanha. Já se percebeu que o sr. Juncker, democrata-cristão, não navegou pelo livro vermelho do Grande Desdentado Mao contrariamente ao seu antecessor que nunca deu um ponto periférico sem nó germânico. Se as coisas não correrem bem à "Europa" e à Grécia - porque uma não vai sem a outra e vice-versa - Juncker pretende, desde já, "aliviar" as responsabilidades da Comissão passando-as politicamente para o Conselho Europeu e para o Eurogrupo onde alguns têm ido além da chinela. Por coincidência a Península também se junta em eleições. A Espanha não quer piorar as "condições" dos seus PEC' s e o dr. Passos não pretende dar início aos seus de volta à cauda como "aluno" insuficente em vez de bom. Porque se a Europa se entender quanto ao futuro próximo helénico, a anunciada "vigilância" será ainda mais apertada do que a prevista precisamente pela Comissão do amigo Juncker. A "jangada de pedra" precisa das bóias para se amparar. 

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