
A apenas 48 horas de uma menos má entrevista, o dr. Passos, com aquela sua irreprimível tendência para o mau improviso, não mais se calou por causa de uma relação pretérita com o Estado antes de se alcandorar primeiro-ministro. E esse seu falar anulou o principal resultado daquela entrevista: a demonstração de uma autoridade política reivindicativa contra o bluff representado pelo principal adversário cujo jazigo também já foi vasculhado (sete meses desta estrumeira são prometedores). Um primeiro-ministro, mesmo que o tenha sido noutra encarnação, não se declara "inconsciente" nem se refugia nas deficiências do "Estado mínimo" que defende a título de argumentário geral. E. muito menos, declina a "ética" a título de advérbio de modo para efeitos circunstanciais referindo que acha não ser "eticamente reprovável" não sei o quê. Não é ele quem aqui define o imperativo categórico. Há, aliás, pessoas no seu gabinete habilitadas a recitar de cor as passagens relevantes nesta matéria. Não improvise.
Sem comentários:
Enviar um comentário