28.8.12

Shakespeare e nós


 


Os tempos vão de feição para ler Shakespeare. O crítico literário norte-americano Harold Bloom dedicou um grosso volume às suas peças principais, um livro a que chamou "a invençao do humano". De facto, mais do que "inventar" o humano, Shakespeare resumiu-o nas suas personagens ora cómicas, ora trágicas, ora grotescas, ora sublimes. Aprende-se muito sobre o pathos português a ler Shakespeare.

5 comentários:

Carlos Vidal disse...

Não me diga que a malta lá pelo governo, o Relvas por exemplo, também lê Shakespeare!... (Então eu não leio mais. Ouço só.)

A disse...

pato é você seu sacana

Vortex disse...

parece-me espreitar a figura da Sibila de Buonarroti da Capela Sistina.
na Eneida de Virgílio guardava em Cumas uma das entradas dos Infernos.
o socialismo prometeu o Céu num futuro com tendência para infinito.
o Sr. William conhecia bem a condição humana, muito provavelmente pelas suas leituras bíblicas, que me parecem transportam para muitas das suas personagens.
apesar do meu feitio alegre e folgasão prefiro as suas tragédias porque exprimem melhor o zero da nossa existência terrena

xico disse...

"Aprende-se muito sobre o pathos português a ler Shakespeare." A mim ocorre-me logo Iago. Preferia de longe Lady Macbeth, mas não temos cabedal para isso. Ficamo-nos por Iago.

Vasco disse...

Ninguém ou praticamente ninguém lê em Inglês. Antigamente, era o francês; até os carvoeiros da Galiza liam em Francês. Antigamente é que era bom. Com o francês, o Salazar e o Papa é que isto andava para a frente. Já não há valores. Eheheh.