Chego do Guincho, ligo a televisão na RTP1 para ver o telejornal e deparo com o jornalista Rodrigues dos Santos a conduzir, de pé e a seguir sentado, um "tempo de antena RTP". A coisa metia gráficos e pessoas - umas à porta da RTP, outras nos seus locais de férias como Jorge Miranda (Moledo?) ou Miguel Gaspar, do Público, no Algarve, Cintra Torres ao telefone, Felisbela Lopes porventura nos estúdios do Porto, Jerónimo de Sousa não sei bem onde, etc., etc. O "tempo de antena" destinava-se, no essencial e como eventualmente lhe competia, a "defender" a casa, o modelo tutelar estatal em vigor e a "denunciar" as malfeitorias que, alegadamente, o Governo prepara para a dita RTP. Apenas Cintra Torres, na parte editada do seu depoimento, "fugiu" ao "guião" do referido "tempo de antena". Eu pensava que um telejornal era um telejornal, e que um tempo de antena era um tempo de antena. Mas isto sou eu que não gosto de chico-espertismos. Pelos vistos há quem goste. Bom proveito.
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