Emerge, de repente e rodeado de mirofones na sicn, o egrégio dr. Mexia que antes tinha discursado, com um zelo talmúdico, em inglês. Não simpatizar, como é manifestamente o meu caso, com aquilo que o dr. Mexia representa não traz popularidade a ninguém. Mas, de facto, o direito é recíproco depois de o dr. Mexia ter revelado a sua acrimónia contra os funcionários públicos os quais, na sua amável "doutrina", devem ser metodicamente sugados até ao tutano - no activo ou aposentados com extraordinárias pensões de 550 euros, por exemplo - porque são "diferentes" e, suponho, pouco "liberais". No sector privado - presumivel e preferencialmente no dele - é que não se pode tocar a não ser levemente. Quando for grande, quero ser assim.
5 comentários:
Tenho de aceitar que o homem tem direito às suas opiniões,mas é-me muito difícil comentá-las sem ter que o insultar.Descanse que não vou fazê-lo.E,não vou fazê-lo,por estar ainda impregnado da ditadura de Salazar,mas sim porque sei que o senhor dispõe de bons advogados aos quais paga sem dificuldade,coisa que eu nã posso fazer.A argumentação de que o sector público ganha mais que o privado é uma grande falácia.Esse senhor ficaria economicamente menos débil do que eu se tivesse dispendido os dois subsídios que eu fui obrigado a dispensar.
este 'novo rico' esquece quem tem
'vita da cane! ou 'chienne de vie!'
'nunca sirvas a quem serviu''
Eu tb vi e pensei :) como é que estas pessoas conseguem dormir à noite? Como é que um egoísmo social tão atroz pode ser tão autista e não revelar alguma empatia e responsabilidade social para com tanta desgraça que por aí vai???!!!! Olhe, já estou como o JG :) para ser-se assim, eu prefiro ser assada, no forno, no grill, whatever- ao menos irei com a mochila limpa!
Há umas semanas, à cerca duns empréstimos pedidos por umas personagens a bancos para compra de acções, foi dito que eles tinham, ou foram voluntariamente convidados, sido obrigados a alinhar pela posição do respectivo banco nas Assembleias de Accionistas.
Se aplicarmos o mesmo raciocínio a esta situação / empréstimo ...
Acho injusta qualquer medida que reduza efectivamente salários a quem trabalha - no público e no privado. E também acho que o Sr. Mexia deveria abster-se de avulsos evacuares, que abastardam tomada de decisões, como se estivesse a atestar que tudo se resolve em quantificações de acusticas de "plenários"- que aliás são directamente proporcionais ao número de microfones e outros adereços de amplificação à disposição.
Se calhar, também a mancha da jornalada poderia ajudar, impondo-se ter melhor critério nas questões aos Srs. Mexias da Nação - mas já se percebeu que, com tanto tarefeiro nos média, o fascínio de mirones por suposta Gilded people ' - como o dito Mexia, mas também o Sr. . Mourinho, o Sr. Ronaldo, ou os pneumáticos da Bola, uns pindéricos das novelas e da TV de serão generalista, uns apressados (e porventura bastante ocupados) "juízes" de 'culturas e essências dos outros" - parece certificar, sem grande rebuço, acolchoamento q.b. do produto comunicativo.
Dito isto, não me parece que em Portugal se viva ou se sugira a doutrina que "[funcionários públicos] devem ser metodicamente sugados até ao tutano". Aliás, nota-se que perante qualquer esforço que lhes é pedido, tem sido especialmente bem tutelados - desde Tribunais Constitucionais até todo o tipo de sindicâncias que com, muito raras excepções, os isentam de sacrifícios , ou os atenuam a nível de brisa ou pequena ventania. Pouco disto está disponível para quem trabalha fora do Estado - ou para quem aí procura trabalho- e são mais do que pode pensar as pessoas, empregados mas também 'patrões' que, nos últimos anos, viram os seus salários e rendimentos reduzidos a sério - já para não falar nas perspectivas, e/ou expectativas de forma
irremediável (pelo menos no médio prazo), isto quando não acabaram simplesmente despedidos ou 'convidados' a emigrar.
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