14.8.12

A longa mão das coincidências

Na sua última edição, um semanário entregava duas páginas inteirinhas a dois almoços. O primeiro, juntou um membro do governo e o líder do maior partido da oposição. O segundo, juntou o próprio jornal com um jovem dirigente partidário "virado" para a "acção comunicacional". Um dramaturgo obscuro, norte-americano, referia-se à "longa mão das coincidências" para denotar coisas como estas em que intervêm políticos (ou declinações deles) e jornalistas. Outra longa mão, a do tempo, normalmente mais poderosa que a outra, acaba sempre por demonstrar que a asserção do dramaturgo não passa de uma ironia.

Sem comentários: