
Vistos por Manuel Maria Carrilho. «O espaço público português está minado por excentricidades que a Europa não tolera, mas a que Portugal parece resignado. Como se tivesse perdido sensibilidade em relação ao seu carácter democraticamente devastador. Porque é na informação e no comentário que se constroem e destroem os factos, os projectos e os protagonistas políticos, decisivos para a vitalidade e qualidade da nossa vida colectiva. O seu poder é portanto imenso, e a sua responsabilidade devia ser do mesmo gabarito - mas não é! (...) André Macedo acerta em cheio quando diz que "a cama do poder mudou-se para o quarto poder". Mas também podia ter lembrado Stuart Mill, que escreveu que a democracia é sempre um combate contra os "interesses sinistros" que desprezam o bem público. E que o combate continua.»
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