Certamente por qualquer deficiência instintual que não consigo identificar, costumo desconfiar de pessoas que andam com demasiado "dinheiro vivo" no bolso. Ou que usam amiúde notas de cem euros para pagar bagatelas. Mas puxar de 3 milhões, em puro cash, e entregar a título de caução assim como quem não quer a coisa, é obra.
6 comentários:
Segundo jornal foi uma transferência bancária. Não há nenhum dinheiro vivo, há é uma conta onde pelo menos haviam três milhões de euros.
E uma transferência bancária directa é o quê? A crédito? Que preciosismo.
Muito obrigado.
No post fala-se (eufemismo presumo) em dinheiro no bolso.
Uma transferência bancária até pode nem sequer ter sido feita de nenhuma conta pessoal.
Aliás nem sei como é que o referido senhor pode ou podia ter uma conta com aquele valor e em que banco.
A ter sido como se presume, isto requer o senhor Poirot.
Cumprimentos.
Se os depósitos dos acionistas foram transferidos para o banco mau, como é que ele pagou?
Foi alguém por ele?
E, se calhar, para a pessoa em questão, é mesmo uma bagatela.
Não percebo este "erro" do João Gonçalves, que costumo acompanhar.
"Cash" é cash - são notas, dinheiro vivo. Uma transferência bancária é dinheiro em conta. Obviamente que Salgado terá mais de 3 milhões em activos bancários. A ideia de que pagou em "cash" sugere, no contexto, a utilização de fundos "não escrutináveis" pelo regulador, e até a possibilidade de se tratar de "lavagem de dinheiro", de quem tem notas guardadas, de origem duvidosa.
A peça também é infeliz ao dizer que pagou em "dinheiro", "através de transferência bancária". Mas o João Gonçalvas vai mais além, ao (i) usar o termo "cash" (mais estrito do que "dinheiro") e ao usar "aspas", que enfatizam ainda mais.
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