6.8.14

A eminência



Para além de bonapartista - como dizia o outro, se o próprio Napoleão estava convencido que era Napoleão, por que é que ele não há-de ser Napoleão? -, o dr. Costa também parece inclinado à vocação cardinalícia. Numa entrevista à revista Visão afirma a dado passo que «muita gente votou em mim, nas autárquicas, para me dar força para assumir outras responsabilidades.» Ou seja, os tolinhos lisboetas que confiaram o seu voto a tão egrégia figura não estavam a eleger propriamente um presidente de câmara mas, antes, um homem providencial que oportunamente nos virá "salvar". Um homem que não se contenta em ser o "pároco da aldeia" e que visa mais alto, mais longe. E os seus eleitores, tomados certamente por uma qualquer epifania não identificável em termos pedestres, já projectavam o seu "herói" noutros céus e em outros voos. Deve ser por isto que Lisboa fede como estas "ideias" impróprias de um democrata. Oxalá não sejamos dignos de tamanha eminência.


 


 


Foto: Gonçalo Rosa da Silva, Visão

1 comentário:

Rocco disse...

Um ranhoso que anda a ser levado ao colinho...