8.8.14

Nem toda a gente está pronta para o close up




 


O "verão" é propenso à inutilidade informativa salvo em casos de emergência como os banquinhos bom e mau ou o ébola. Por isso os jornais e as revistas gastam páginas e páginas com beautiful people. Quer com aqueles e aquelas em efectividade de funções, vitais ou não vitais, quer com aqueles e aquelas que declinam irreversivelmente. E que não têm ninguém que caridosamente lhes explique que o tempo passa. Isto é particularmente aflitivo no caso de algumas "vedetas" femininas. As cãs nos homens, reais ou disfarçadas por uma cor comum a uma data de gente, são porventura mais aceitáveis. Por outro lado, debitam menos para esses jornais e revistas salvo uma meia dúzia de casos muito precisos e facilmente identificáveis pela paloncice crassa. Com as mulheres a "concorrência" é mais dura e mais cruel. É fácil entrar nos "entas" mas é impossível, por mais que se disfarce, sair deles. Ora quem vive da "imagem" acaba por ir perdendo "competitividade" à medida que o tempo e as espertinhas menos "adiantadas" avançam. A exposição nos jornais e nas revistas, às tantas, passa a ter um efeito inversamente proporcional ao desejado. Talvez por isso, e algo perversamente, esses "meios" insistem em "expor": a vida privada, a pública, a real, a imaginada e, por fim (um fim sem final), os restos mortais de ambas. Dizia-se que Madame de Staël se divertia a atirar os amigos para dentro de água só pelo prazer de os tirar de lá. O pior é quando eles ou elas já não conseguem sair.

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