Reparei, ontem ou anteontem, no dr. Costa a ser beijocado por uma "popular" efusiva que compareceu quando ele chegou, para um repasto, e no final das vitualhas para partilhar os aplausos com um repolho de flores. Os lisboetas que votaram nele só o entrevêem nas televisões e raramente nas funções para que foi escolhido. Ali prometeu venturas aos "velhinhos" - as pensões e as reformas serão repostas e intocáveis. Isto é, Costa ainda nem sequer deu início ao famoso "circuito da carne assada e dos mercados" e já anda a babujar promessas que não faz a mais vaga ideia se e quando pode cumprir. Mais. Juntou, numa "convenção" que o país adequadamente ignorou, os nostálgicos de 2009-2011 simbolicamente representados pelo sr. César dos Açores - antigo vice-rei regional em situação de "desemprego" político aflitivo - o que, para quem espera "mobilizar" Portugal durante uma década (um verdadeiro pesadelo) com tamanhas trivialidades, é poucochinho (a expressão é do dr. Costa em relação ao secretário geral do PS). Apesar de se chamar António, lembra o "Manel dos Desempates", epíteto que o hebdomadário O Artilheiro aplicou a Manuel da Silva Passos, ministro de D. Maria II, que se distinguiu entre Setembro de 1836 e Maio de 1837 por "balançar" entre a esquerda e a direita em nome de uma putativa "fusão" que ele presumia, como este nosso contemporâneo, de "festa e reconciliação nacional". Sabe-se como acabaram, a "fusão" e ele. As coisas tendem a repetir-se.
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