
António Costa, o candidato a 1º cônsul do PS, já conseguiu a "proeza" de as sondagens colocarem a coligação dos drs. Passos e Portas à frente das intenções de voto dos inquiridos. Simultaneamente a "popularidade" de Seguro, o incumbente assediado, subiu embora os "estudos" coloquem o edil lisboeta como preferido como candidato socialista a primeiro-ministro. Tudo visto e ponderado, duas coisas parecem certas. Nem as "primárias" serão favas antecipadamente contadas para Costa, nem Costa, caso vença, oferece quaisquer garantias de obter uma maioria absoluta sozinho em legislativas. O eleitorado até o pode preferir à boleia da notoriedade, das cumplicidades e dos media mas não parece disposto a entregar-se totalmente nas suas mãos. Mais. "Pune" o PS por, depois de lhe ter confiado duas vitórias - autárquicas e europeias -, Costa ter aparecido para brincar às casinhas "empurrado" pelos despeitados de 2011 que não perdoam a Seguro ter escolhido o caminho dele. Agora Costa lembrou-se de uma "convenção", à boa maneira francesa, para «"mobilizar Portugal", por forma a "discutir" políticas, "identificar" medidas e "hierarquizar prioridades"» presumivelmente fora do eixo Rua Nova do Almada - Mercado da Ribeira. Curto, como se vê: não se faz, ou tenta fazer, outra coisa há quarenta anos. Carlyle, que via a história a partir da alegada "grandeza" de algumas personagens, caracterizou Napoleão como "um grande instrumento destruído cedo demais antes de se ter tornado inútil". Costa sabe que é apenas contra esta "inutilidade" histórica, à nossa dimensão, que corre. E pouco mais.
3 comentários:
Um dos mais claros sinais de que Costa vai ganhar é a perda de objectividade por parte de João Gonçalves. Em seu favor, posso dizer que o mesmo se passava, por vezes, com Vasco Graça Moura no final do Cavaquismo. O que é que o PSD tem, que suscita nestas (raras) pessoas a Defesa do Indefensável? Oremos, irmãos.
Lisonjeia-me com a "comparação". Mas o AC- nada, antes pelo contrário, de pessoal - é um belo bluff político. E, como sabe, é frequente bluffs ganharem partidos e eleições. Mesmo que a "conta" disso só se venha a pagar mais tarde.
Esta coisa da Convenção é típica do PS. Andei por umas reuniões destas no fim do cavaquismo. Chamavam-se Estados Gerais e deram no que deram. Com o chegar dos sessenta estou cada vez mais cansado desta tropa fandanga dos partidos políticos. Abraços.
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