Talvez (ainda) "inspirado" pelos "ensinamentos" de Pol Pot, o conhecido "visionário" cambojano, o prof. Crato decidiu transformar a educação, ou aspectos formais e administrativos dela, num prato de lentilhas. "Reduz-me os professores e dou-te mais uns dinheirinhos", sugere o ministério às câmaras que, em matéria de mercearia, estão em geral dispostas a tudo para mostrar "obra". O prof. Crato revelou-se, para além doutras questões, um dos maiores embustes do actual executivo e um "hospedeiro" do eterno dr. Nogueira que lhe deve chamar um figo. À qualificação Crato preferiu a língua de pau, e a prática, do "financês" e uma "política" errática quando não puramente estúpida. O dr. Passos acha, e bem, que o Estado deve ser "parcimonioso". Todavia, a "parcimónia" pouco passou de uma acrimónia não menos estúpida contra os seus trabalhadores. Tudo o mais, como as "cratices", vem daí sem que se aviste qualquer "reforma" digna desse nome. Ora um Estado depauperado em recursos materiais e humanos pode qualificar o que quer que seja? Ou haverá quem pense - e o uso do verbo "pensar", aqui, é deliberadamente esdrúxulo - que são as empresas, abstractamente consideradas, e os empresários que, fora da usura e do que lhes interessa, vão "apostar" na qualificação? Dizimar o "público" só porque é "público, revela uma total ignorância do país que se governa. Com todos os seus defeitos (dele, país), merecia outra sorte e outro desígnio.
1 comentário:
Lê-se e não se acredita! Que o Dr. Costa tente aplicar por caminhos tortuosos uma regionalização chumbada e bem chumbada em referendo, não espanta, vindo de quem vem e do partido que vem. Já entregar a educação, leia-se, o futuro dos nossos jovens e a dignidade dos professores à cacicagem, ultrapassa todos os limites do aceitável. Sei que houve autarcas como Rui Rio ou Santana Lopes e a ambos respeito. Mas maioritariamente,trata-se de políticotes de quarta linha, paupérrimo nível cultural e poder desmedido. Em Lisboa, temo que se trate mesmo de gente das juntas de freguesia. Começaram por entregar-lhes o lixo, com o sucesso que se viu; agora talvez pretendam transformar em lixo as escolas com programas culturais semelhantes à programação domingueira das televisões generalistas que nos fornecem à saciedade tardes inteiras de cantores pimba, cada um mais ordinário do que o anterior.Autarcas com poder sobre escolas e professores. Os nossos autarcas?
Isto sim, dá verdadeiramente vontade de morrer!
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