Estes dois lembram Palmela e Vila Real, o duque e o conde respectivamente. Palmela, aliás, arranjou um neologismo patético (como ele) para tentar impor a sua tristíssima "revolução liberal": a "amalgamação". Do termo, na realidade só se "aplicaram" as duas sílabas centrais. Mas as "ideias" e a superficialidade são idênticas. Juntar o que não se pode juntar pela natureza dos protagonistas e das coisas, excluir o que não se deve excluir pelo menos totalmente. Em suma, fragmentar para a seguir falhar e dar lugar a pior. Porque "o compromisso" - que é o que estas almas e porventura o Doutor Cavaco pretendem - é tão entusiasmante como o melão que paira sobre aquelas duas cabeças: mera água, umas vezes mais doce outras vezes mais amarga. Costa, cuja loquacidade política é inversamente proporcional à sua "imagem", parece um mau ministro da coligação a falar: «para "atacar" os problemas do país é preciso "estabilidade e competitividade (...) e isso implica um outro grau na política, partilha de politicas comuns e de investimentos que não podem ser interrompidos", em resumo uma "agenda para a década que permita consolidar objectivos políticos".» E Rio louva-se num oxímoro (acordo/ruptura) digno da "cultura" política da parelha do século XIX: «o acordo principal é o acordo de regime (...) ou nós temos a coragem de fazer uma ruptura ou continuamos num beco.» Cento e oitenta anos depois, não saímos disto. E destes.
Sem comentários:
Enviar um comentário