Em Londres onde, graças a Deus, acabaram os jogos olímpicos, o presidente do comité olímpico português, Vicente Moura, afirmou que "o sistema desportivo está obsoleto". O senhor comandante deve saber do que fala já que preside à coisa há quase vinte anos.
6 comentários:
INFELIZMENTE, os JO acabaram;
INFELIZMENTE, Vicente Moura continua à frente da coisa olímpica portuguesa.
O facto de termos um " Sr. Comandante" à frente do COP mostra que, em muitos aspectos, Portugal ainda vive no Séc. XIX.
você é um idiota João Gonçalves
Creio que as causas estruturais da decadência do desporto nacional (excepto a do F opiáceo, que conta com um lobby tb responsável pela actual hecatombe nacional, na canalização megalómana e irresponsável de verbas avultadíssimas para a construção de uma dezena ou mais de estádios, hoje, às moscas (e ainda há quem insista em querer investir na construção de outros projectos de raiz novo-riquistas (alguma razão de peso terão- é a força de mais um lobby, tb responsável não só pelo desrespeito por tantos PDMs, como pela adoração de tantos sacos de tantas cores, bem como pelo desprezo aviltante damasiano pelo património centenário, que deixam cair de podre patra lá construir mamarrachos com o mesmmo nível de apuramento estético que os seus psichés :), são: (a) essa obsessão por um F inscrito numa multiplicação dos mesmos e a alguns outros associado; (b) a falta de apoio a muitos atletas olímpicos que fazem das "tripas coração" para conseguirem treinar e obter resultados aceitáveis (eu até creio que muitos, hoje, vilipendiados pelos maus resultados, fazem autênticos milagres! Criticar (no sentido de conversa de café e não no sentido kantiano!:) é fácil, passar à prática é que são elas! ; (c) o F do facilitismo que se instalou durante a implantação da alienação caucionada pela matriz sociocultural de hiper-consumo numa sociedade secularmente devotada às aparências- é só ler Camões e Eça de Queiroz para nos apercebermos da secular matriz sociocultural que aposta na superfície e no curto prazo e detesta a estrutura profunda e o longo prazo (Gil, 2005). É um cocktail molotov que não ribentrov! Enfim, isto é tão óbvio quanto entediante! J´en ai marre! A propósito, "idiota" significa aquele que tem muitas ideias não é? Até na evolução semântica de algumas palavras se constata essa matriz- mais exemplos: "esquisito" que, em Castelhano significa "raro" e em Inglês "excelente", cá significa algo detestado pela mediocridade latente e patente; "ministro" que de "aquele que serve" passou a "aquele que é servido" (pelo menos, até a este executivo, vamos ver se não me desiludo..:). Esperemos que o hibernante nem sonhe em ressuscitar numa neblina pink, aproveitando-dse de outro Síndroma Colectivo: o da memória curta, caso contrário, o país irá mesmo a pique como o Titanic-não foi assim que ele nos deixou, pisgando-se? Bem, se pensarmos bem, sendo esse Síndroma tendencialmente pandémico, Portugal até se poderá considerar como uma nação alzheimeri.adiada!
Queiram desculpar-me o lapsus identificatorius- esqueci-me de preencher os campos- o comentário anteriormente postado não foi da autoria de algum anónimo mas meu, fazendo uma analogia com aquela anedota do Boucage!
Isso de dizer "basta ler Eça" já se tornou num cliché bastante cansativo, como se por si só esclarecesse alguma coisa da "alma" portuguesa. Eu acho que não há alma nenhuma. Não há (e se calhar o problema é esse). O que se sobressai nos livros de Eça são tiques de classes sociais — e isso não é "português" ou das personagens; pertence às classes sociais retratadas e tanto ocorre aqui como noutro buraco qualquer.
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