
Morreu ontem Manuel de Lucena. Os mais "novos" provavelmente não o conhecem porque, apesar de ele ter sido até ao fim de "andar por aí" de sacola ao ombro e genuinamente informal, escrevia agora menos nos media. Mas escreveu muito e bem. "Cruzei-me" cedo com ele por causa do livro da foto e por causa dos "Reformadores", em 1979, que ele apoiou no âmbito da AD de então (o "então" é esdrúxulo porque não houve mais nenhuma). Em Genebra, no exílio, juntamente com o Medeiros Ferreira, António Barreto, Eurico de Figueiredo e outros fundou a revista Polémica. Por cá passou pelo Semanário e pela Tarde, por exemplo, com o Vítor Cunha Rego. Era fundamentalmente um académico sem pretensões, livre e discreto, daqueles que tentam perceber e que nos ajudam a tentar perceber. Um tipo, nas suas palavras, que pensava "umas coisas que não eram mal pensadas".
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