24.2.15

Outras coisas


 


Quem conheceu um pouco por dentro a "coligação" só pode ser contra a reedição dela nas próximas legislativas. Sem capacidade de alargamento para o centro-esquerda, viciada em remoques internos puramente taticistas, descoordenada e alheada da vida das pessoas, prisioneira ora da vaidade de uns ora da inépcia de outros, mantida pelo decurso do tempo e pelo exercício do poder, refém de um passado contraditório e austeritário (o "peso" carregado pelas costas do dr. Passos como Gaspar salientou quando saiu), a coligação terminou politicamente com a finalização "técnica" do PAEF. Pela sua parte, como aliás lhe compete, o dr. Portas será o que for preciso para se manter quer à frente do seu partido quer ao lado de quem lhe der mais jeito. É essa a essência do seu tão admirado "pragmatismo" que mereceu das mais altas instâncias do Estado a devida vénia aquando da sua promoção a vice-PM, coisa impensável em qualquer das anteriores AD's. No voto também se julgam carácteres. E assim será, uma vez mais, em relação aos principais protagonistas das próximas legislativas, às direitas e às esquerdas. A emergência de outras coisas não brotará do acaso.

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