
À semelhança de Franco e Salazar, Costa e o seu homólogo espanhol encontraram-se em Badajoz. E Costa, tal qual Seguro, vai ao rendez-vous socialista paralelo ao Conselho Europeu da próxima semana onde não abundam primeiros-ministros socialistas. Tudo isto faz parte de uma "estratégia" conhecida no mundo profano por "fazer de conta". Desde que ganhou o PS, Costa anda a fazer de conta que tem uma "alternativa" e que, além disso, é a "alternativa" e que tem "ideias" evidentemente melhores, claras e distintas, das da coligação governamental. Este cartesianismo partidário é quase tão recomendável como o do seu pai filosófico: pouco. Costa não é uma alternativa ao "arco da governação", nem sozinho nem acompanhado. É uma peça da mobília como outra qualquer, com os mesmos defeitos e virtudes, apenas disponível para esperar praticamente sentado que o poder - mesmo o relativo e bem longe das megalomanias de Maio de 2014 - lhe caia em cima da mesa. Tem sido essa, aliás, a "ambição" de todos os que o antecederam no referido "arco" desde pelo menos este milénio. O que, mais tarde ou mais cedo, os acaba por revelar.
3 comentários:
Caro João, o Costa foi a Badajoz ver como funciona lá a revisão do carro. E não confiou no motorista... :)<br />Abraço<br />E gosto em vê-lo/lê-lo no JN!
Um dos seus posts mais certeiros (sem demérito dos outros)
Concordando em absoluto com o post, apenas uma precisão/minhoquice, que espero me desculpe:
Salazar e Franco encontraram-se em Sevilha, a primeira vez. Depois fizeram-no em Ciudad Rodrigo, em Mérida, na Galiza, no Paço de Meirás, creio que no Porto também. Em Badajoz não tenho ideia, mas posso, certamente, estar enganado.
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