
O cão, ontem à noite, esperou pacientemente que eu acabasse de ver e ouvir em directo o dr. Passos de Bruxelas. Para o que o dr. Passos é, esteve bem. Traduziu para português o que a senhora Merkel tinha dito à entrada para o Conselho Europeu - as "regras", as "regras" -, afirmou não ter estados de alma relativamente à Grécia até porque não é dado a eles, preparou as coisas para o regresso ao PEC IV ou V que irá substituir o PAEF terminado em Maio último e deu quase a entender que somos a falecida D. Branca dos nossos parceiros helénicos, na linha, aliás, do bom gosto político há dias expresso pelo senhor PR. O dr. Passos recusa-se, e está no seu direito, a processar politicamente a questão grega enquanto questão europeia. Toma a Europa pelo tratado orçamental e pouco mais. Está "seguro" no seu cantinho, até mesmo em relação ao terrorismo, e em relação a tudo. Os portugueses apreciam esta "segurança" e esta "autoridade" como reza uma longa história de respeitinho e de indiferença. E é o que o dr. Passos tem para "vender", e com que conta, em ano eleitoral. O dr. Costa que se cuide.
5 comentários:
há quem diga no entanto que já começou a "borilar" o discurso just in case as coisas mudem de feição.Mas haja o que houver em relação à Grécia estamos sempre no buraco com semelhantes criaturas,Costa Coelho etc etc
Mas o princípio não é "com caloteiros não se negoceia"? Este Mundo está cada vez mais abardinado.
Alguns portugueses começam a perceber que há três caminhos:
O da continuidade (exemplarmente explicado neste post).
O da mudança sem se saber qual é porque o putativo guarda prudente silêncio e quando fala consegue milagrosamente nada dizer.
E o da aventura tipo os 5 com inúmeros pretendentes (Oliveira, Marinho, Drago, Eu, Catarina, Isabel, Emplastro, Ramos etc).
Palpita-me, que começam a escolher um.
"Os portugueses apreciam esta "segurança" e esta "autoridade""
Para branquear a imagem do mestre do Cacilheiro até tiradas de humor serve.
O mau sinal é que anda por aí gente que a modos de exigência proclama que todos devemos respeitar a soberania dos gregos que com toda a legitimidade elegeram o seu governo. Mas se isso não pode estar em causa para os gregos, para nós apenas na medida em que devemos respeitar as suas opções, porque é que inundam a paciência ou falta dela, com a negação implícita de que a nossa tugalândia não pode nem deve assumir atitude similar em relação ao nosso próprio governo? Também queremos respeito.
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