Paulo Macedo juntou-se ao silencioso cortejo de governantes em agonia política. Bastou uma simples quanto terrível frase ("não me deixe morrer") para que isso acontecesse. Isto depois de um mandato bem gerido - interna e mediaticamente - até ao momento em que deixou de poder antecipar as consequências de alguns actos técnicos, financeiros e administrativos que, pela natureza deles, porventura lhe escaparam. Todavia, politicamente está ao leme desses mistérios insondáveis da burocracia. E a burocracia não pode ser nunca um fim - e, em certos casos dramáticos, "o" fim - mas, antes, um meio ao serviço de qualquer coisa concreta e, sobretudo, das pessoas. "Quem salva uma vida salva o mundo inteiro", lê-se no Talmud. No tempo político que lhe resta à frente do ministério da saúde, sugiro-lhe delicadamente que reflicta mais nisto do que nos números.
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