10.1.14

A dignidade


 


Álvaro Santos Pereira - uma das últimas pessoas dignas e sérias que conheci nos dois anos e meio em que colaborei com o XIX Governo Constitucional - vai exercer funções de director na OCDE, ficando responsável pelas negociações com os ministros das Finanças e da Economia dos países membros. Será como que o "número dois" dos economistas da organização e foi seleccionado após um concurso internacional. Não deve nada a ninguém daqui, antes pelo contrário - recusou todas as "ofertas" mal conscenciosas de nomeação "política" que lhe foram propostas depois de 24 de Julho de 2013 (quais, o próprio um dia se quiser o dirá). É mais um emigrante - e dos "qualificados" que os deslumbrados e os palonços tanto apreciam referenciar sem reflectirem na origem do gesto - para que os farsantes oportunistas e os peralvilhos fanfarrões possam continuar por cá, contentinhos e "destacados" com os seus "sucessos" de opereta. Boa tarde e boa sorte, Álvaro.

8 comentários:

António disse...

O actual "ministro" saberia preencher a candidatura? Teria de ir vender jolas para Angola.

Carlos Vargas disse...

Álvaro Santos Pereira, um raro exemplo de probidade na política dos nossos dias. Este país nào é para este homem.

Isabel de Deus disse...

Fico feliz por ele. Este país parolo e seus caciques não o mereciam.

M.C. disse...

Um, injustamente, mal amado do governo a quem não concederam tapete para mostrar as suas competências. Reservaram o "tapete" para alguns imbecis, bastante imbecis - que lhes faça bom proveito -.
Dr. Álvaro S. Pereira, esqueça que passou por aqui e aproveite bem!

maria martins disse...

Foi um ministro que muito apreciei e os nossos parolos governantes e não só, sempre o depreciaram. Agora dá uma bofetada de luva branca. Boa sorte, Alvaro

Júlio Andrade disse...

Fiquei contente com a recente nomeação de Álvaro Santos Pereira para um lugar importante na OCDE. Ao contrário de muita gente, gostei da sua acção como ministro. Foi muito criticado e quanto a mim quase sempre injustamente. A sua demissão foi triste. Parece-me muito justa a sua nomeação. Junto-me a João Gonçalves a desejar: Boa tarde e boa sorte, Álvaro.

JMG disse...

Subscrevo todas.

A saída do ex-Secretário de Estado Henrique Gomes, da equipa de Santos Pereira, a péssima imprensa e as fugas cá para fora de que o ministro era um alvo a abater, foram suficientes para perceber que a crise era, afinal, mais uma mera oportunidade para nada se fazer. E do pouco que se fez, foi com ASPereira.

Assim não vamos lá.

Carlos Vargas disse...

Uma precisão: Álvaro Santos Pereira não irá para a OCDE por nomeação. Submeteu-se a um concurso público internacional, como qualquer cidadão. Houve vários concorrentes e no júri não havia portugueses. Como é caso raro, aqui fica a nota.