6.1.14

Indicações e "indicadores"

Marcelo, no comentário dominical da tvi, começou o ano em muito boa forma política. Presumo que já intuiu que, o mais tardar no último trimestre, terá de "atravessar o espelho" - no caso dele, atravessar o vidro que separa o estúdio de Queluz do resto da redacção e do país - para se consolidar como candidato presidencial. O que disse sobre Eusébio (e como o disse, sem papéis, livros ou bolinhos a atrapalhá-lo: no lugar dele, apareceria daqui em diante sempre assim, sem papelada, salvo para recomendar não mais do que três livros), sobre o "cautelar" indispensável que ninguém com responsabilidades faz a mínima ideia do que seja, sobre as "cautelas" com os "indicadores" positivos, sobre os "suspeitos do costume" que não será tão depressa que irão sentir os efeitos desses "indicadores", etc., se revelam o hábil comentador, não deixam de revelar o político que pode, com alguma auto-disciplina e contido optimismo, sinalizar uma parte diferente do futuro. E por falar em "indicadores", deixo dois que li em Soromenho-Marquesa crise económica e financeira que abala Portugal, mas também a zona euro e o Reino Unido, atinge também o coração das pessoas.») e Medeiros Ferreira («espanto-me que nem uma vez durante o dia a comunicação tivesse chamado a atenção para as dificuldades financeiras que o alargamento do Canal do Panamá está a atravessar... Logo o Canal do Panamá que era o TGV deste governo até ao Porto de Sines...») No fundo, regressando a Marcelo e louvado em S. Marques, haja protagonistas e debate à altura de evitar "erodir o moral colectivo" para não nos arriscarmos "a perder o jogo do futuro comum".

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