Segundo os jornais e as televisões, a RTP - ré num processo movido pelo seu antigo director de informação, Nuno Santos, por despedimento sem justa causa - acordou com o autor a cessação do seu contrato de trabalho antes do julgamento. O processo terminou com a RTP a "reconhecer" as qualidades profissionais e deontológicas de Nuno Santos. E com Nuno Santos a "reconhecer" que as suas declarações no parlamento terão sido mal interpretadas e que nunca quis atingir "pessoalmente" a administração da televisão pública. Ambas as partes comprometeram-se a não prestar declarações públicas sobre o acordo. Finalmente, e na sequência da cessação do contrato, a RTP indemnizará Nuno Santos num valor desconhecido salvo quanto à entidade pagadora: os contribuintes. Cabe a estes suprir o disparate alimentado pela administração de Alberto da Ponte quando moveu a Santos um processo disciplinar por alegado delito de opinião. Parafraseando Mário Claúdio, no final de Guilhermina, nunca se saberá que história esta "história" teria para contar.
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